quarta-feira, 2 de julho de 2014

Conversando com João Lima Sant´Anna Neto

Caros Amigos,

Saudações Climatológicas. 

A Diretoria da ABClima (Associação Brasileira de Climatologia) convida todos a conhecerem, a lerem, a entrevista realizada com o Prof.Dr.João Lima Sant´Anna Neto, professor titular da Unesp de Presidente Prudente. O Prof. João Lima gentilmente concedeu uma entrevista na qual conta um pouco de sua trajetória, o caminho percorrido nos últimos 30 anos, descortina e revela suas posições sobre o papel do pesquisador, do docente e como vê a Geografia, em especial a Climatologia, na atualidade. Uma leitura agradável, que permitirá aos jovens pesquisadores conhecerem um pouco da importante participação desse pesquisador. Para aqueles que já o conhecem uma oportunidade de ampliar o diálogo.


Para terem acesso a entrevista visitem o campo de PUBLICAÇÕES da ABClima:

http://www.abclima.ggf.br/publicacoes.php


Visão do Pico da Tijuca em direção ao cento da cidade do Rio de Janeiro

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Repasse de verbas para o Estado do Paraná em razão das chuvas no Sul do Brasil - Junho 2014

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, liberou R$ 3,5 milhões e 11.106 kits de assistência humanitária para assistência às vítimas da forte chuva que atingiu o Paraná. A portaria foi publicada na edição de hoje, 30 de junho de 2014, no Diário Oficial da União.

Este é o quarto repasse de recursos este mês para o Estado. No dia 16, o governo destinou mais de R$ 2,1 milhões para a execução de ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. Nos dias 10 e 11 de junho, o ministério havia liberado mais de R$ 346 mil.

Na semana passada, o governo federal reconheceu estado de calamidade pública em Bituruna e União da Vitória, e a Previdência Social autorizou a antecipação dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para os moradores desses municípios. A Defesa Civil Estadual estima um prejuízo de cerca de R$ 613 milhões. O estado tem 161 municípios atingidos pela chuva, dos quais 152 estão em situação de emergência. Quase 23 mil residências foram danificadas.

Segundo a Defesa Civil, mais de 828 mil pessoas foram afetadas pelos temporais. Onze morreram e 231 ficaram feridas. Mais de 16 mil pessoas permanecem desalojadas e cerca de 1,3 mil estão em abrigos. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), esta segunda-feira tem tempo estável em todas as regiões do estado. O céu fica com muitas nuvens de manhã, mas há tendência de o sol aparecer a partir da tarde. O dia será de temperaturas bastante baixas na maior parte do estado.

Editor Graça Adjuto





domingo, 29 de junho de 2014

Chuvas na Região Sul do Brasil ainda continuam

Três dias sem dar trégua e a chuva novamente transformou-se em enchente emSanta Catarina, forçou a retirada de pessoas de casas, fez rios transbordarem, causou o rompimento de uma barragem particular particular em Ponte Serrada, no oeste do Estado, e a cidade de Arvoredo teve de ser parcialmente evacuada às pressas. Um cenário que ainda será crítico neste sábado, quando ainda há previsão de chuva significativa e de ventania.


Um dos últimos prejuizos registrados na sexta-feira foi o desmoronamento de uma casa recém construída em Concórdia, no Oeste do Estado, Feita nas margens da SC-283, a construção não resistiu ao volume de chuvas. Não havia ninguém no local no momento da queda. Outras três residências próximas também correm risco de desmoronar por causa do solo encharcado, conforme constatou o Corpo de Bombeiros local.

As regiões mais afetadas são o oeste e o meio-oeste, mas inundações também foram registradas no Alto Vale do Itajaí e no sul do Estado. Nesta sexta-feira, a chuva complicou ainda mais a vida de quem mora nestas áreas: à noite, a Defesa Civil de Santa Catarina registrava 22 municípios com problemas com a enxurrada. Destes, oito estavam em situação de emergência.

Um centro de monitoramento foi montado pelo Estado na unidade do Corpo de Bombeiros Militares de Chapecó, que também receberá um espaço de logística para a distribuição de itens de auxílio humanitário aos afetados.

AVISO METEOROLÓGICO: Entre o sábado e domingo a formação de um ciclone extratropical entre o Litoral do RS e SC, intensifica o vento do quadrante sul com rajadas de 70km/h a 100km/h, mais intensas em áreas mais afastadas da costa. O mar fica muito agitado com ondas de sul e altura de 1.5 a 2.5 m e picos de 3.0 a 4.0 m ao sul de Florianópolis e em áreas mais distantes da costa. Não se descarta a possibilidade de ressaca, principalmente no Litoral Sul de SC e do RS. As atividades de pesca com pequenas e médias embarcações fica expressamente desaconselhável neste período.

Ainda o CPTEC, afirma que neste domingo (29/06) o RS terá chuva intensa na faixa leste/sudeste da campanha Gaúcha, Serra do sudeste, Lagoa dos Patos, parte da depressão central, sul e no litoral (inclusive na região da capital Porto Alegre). Em algumas áreas da metade sul do RS o acumulado poderá ultrapassar a 100 mm. Essa chuva no RS deverá atuar entre a madrugada e pela manhã, vindo a diminuir de intensidade entre a tarde e a noite.

Nesse dia o ciclone extratropical estará no RS e se deslocará do continente para o oceano e, por isso, os ventos estarão mais fortes em todo o litoral do RS, principalmente na região de Rio Grande. A intensidade do vento durante o dia variará até 60 km/h e as rajadas poderão chegar a 80-100 km/h. Também no interior do RS os ventos estarão moderados e podendo ter rajadas de 60-80 km/h. No litoral sul de SC as condições são para ventos fortes em alguns momentos do dia.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O tempo no sul do Brasil - 24-6-2014

De acordo com o climatempo, as áreas de instabilidades continuam bastante ativas sobre a região Sul do Brasil nesta noite de terça-feira. Chove forte com muitos raios principalmente nas áreas do centro-norte e leste do Rio Grande do Sul. A instabilidade avança também sobre Santa Catarina e no oeste e sul do Estado chove até com forte intensidade, também com registro de descargas elétricas. A madrugada da quarta-feira vai continuar bastante instável, com risco para chuva volumosa especialmente nas áreas do norte e leste gaúchos e no sul e oeste de Santa Catarina. O sistema de Baixa Pressão que forma toda essa nebulosidade deve persistir também nos próximos dias, e o risco para volumes grandes de chuva continua, e vale o alerta para enchentes para essas áreas do Sul do Brasil.
Carta sinótica
imagem de satélite

Já ao analisar o radar meteorológico da Aeronáutica - REDEMET, as nuvens observadas no oeste do Rio Grande do Sul estão muito carregadas associadas a uma frente fria que se afasta pelo litoral e pela intensificação de um sistema de baixa pressão no continente estão espalha pelo norte da Argentina e já avançam em direção ao Rio Grande do Sul. O radar  de Santiago mostra uma área de chuva muito intensa, até com potencial para provocar ventania e granizo (área realçada na imagem em destaque), começando a se intensificar no noroeste gaúcho. Ainda no final da tarde e ao longo da noite desta terça-feira o risco de temporal com raios e ventania é alto no oeste e norte do Estado.


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Curiosidade:
O termo “sinótico” origina-se do grego (synoptikos), que significa proporcionar uma visão geral de uma determinada área de abrangência. A partir de dados oriundos de estações meteorológicas em superfície, que são medidos e registrados em horários padronizados, é possível determinar, numa escala horizontal, sistemas meteorológicos atuantes.

A carta sinótica aqui apresentada possibilita ao usuário identificar a atuação de frentes frias/quentes, sistemas de baixa e de alta pressão, instabilidades e zonas de convergência. A data e o horário de referência da figura estão mostrados no canto superior esquerdo. O horário “Z” (Zulu), refere-se ao Tempo Médio de Greenwich (TMG).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Repercussões das chuvas em Santa Catarina - Julho de 2014




Na quinta-feira, 19, o Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo visitou Mafra, Porto União, Três Barras e Irineópolis para verificar os danos provocados pelas chuvas que atingiram o Estado nos dias 6, 7 e 8 de junho. Reunido com os prefeitos , Colombo informou que está sendo liberado a segunda etapa de auxílio aos municípios.

Os recursos devem ser usados para contratação de hora/máquina e recuperação de pontes e estradas, por exemplo. Conforme o governador, a verba é disponibilizada no cartão de débito da Defesa Civil, que é liberado para as prefeituras. Ele também destacou que já foram autorizados recursos provenientes do Fundo da Defesa Civil para compra de óleo diesel, água e cestas básicas.

“Para a terceira etapa, que é a reconstrução, já estamos concluindo o levantamento dos danos.

No dia 24 de junho de 2014, as demandas e os dados dos prejuízos e os planos de trabalho serão levados a Brasília, onde haverá uma audiência com a presidente Dilma Rousseff e com o Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira.

Com uma população de 54,7 mil e arrecadação anual de R$ 100,8 milhões, o município de Mafra registrou um prejuízo de cerca de R$ 42,5 milhões. Foram atingidas aproximadamente 3,2 mil pessoas, das quais 703 foram atendidas em 14 abrigos públicos e outras 2.562 foram para casa de amigos e parentes. As águas dos rios Negro, Lança, Bandeira e Matadouro inundaram, principalmente, os bairros Vila Solidariedade, das Flores e Argentina.
O prefeito lembrou que essa foi a terceira maior enchente enfrentada por Mafra. Outras cheias ocorreram em 1983 e 1992. “Acredito que Mafra vai levar uns dois meses para voltar a sua normalidade”.
Em Três Barras, segundo município visitado pelo governador, o número de desabrigados foi de 2,8 mil. Em Irineópolis, 86 famílias ficaram desabrigadas.
Já em Porto União, na divisa com o Paraná, os prejuízos estimados são de R$ 15 milhões. Cerca de 6 mil pessoas foram atingidas, sendo 2.508 desalojadas. Na cidade, 1,2 mil residências e 62 estabelecimentos comerciais sofreram danos.
Onze dias depois do ocorrido, o nível do Rio Iguaçu, em Porto União, está baixando, mas ainda não há previsão de retorno das famílias às residências. Na última medição desta quinta-feira, às 11h, o nível do rio estava 8,03 metros acima do normal. O prefeito explicou que a previsão é que o rio volte ao nível normal, de 2,3 metros, em um mês.
“Porto União está sofrendo com as cheias do Rio Iguaçu, mas o povo aqui é batalhador e dará a volta por cima. Estamos recebendo auxílio da Defesa Civil do Estado, que já encaminhou kits de limpeza, cestas básicas e colchões para as famílias”, comentou o prefeito Anízio.
Dentro das ações necessárias para colocar serviços essenciais em funcionamento em sua integralidade, o Estado estima que sejam necessários, R$ 5,5 milhões. Esse é o valor solicitado para o Governo Federal para auxílio aos municípios catarinenses atingidos. Até agora, 39 município encaminharam os Formulários Identificação de Desastre - Fides. Nos documentos, a estimativa é que os prejuízos passam de R$ 519 milhões. Segundo o levantamento preliminar das prefeituras, em danos materiais, com unidades danificadas ou destruídas alcança a marca de 53 mil. Já os prejuízos econômicos privados estão estimados pelas administrações municipais, R$ 42 milhões, enquanto R$ 59 milhões.
Segundo o relatório emitido pela Diretoria de Resposta da Defesa Civil de Santa Catarina, mais de 460 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Pelo menos sete mil catarinenses ficaram desabrigados e cerca de 50 mil desalojados. Aproximadamente 30 pessoas ficaram feridas durante o evento. Duas pessoas perderam a vida durante as chuvas que assolaram Santa Catarina. Foram atingidos 42 municípios foram afetados pelas cheias. Desses, 37 decretaram Situação de Emergência e dois Estado de Calamidade Pública.
Para auxiliar os municípios mais prejudicados, o Governo do Estado já liberou R$ 2 milhões para que as prefeituras contratem horas máquinas e adquiram combustível para realizar o atendimento emergencial aos flagelados. A Defesa Civil de Santa Catarina já destinou para os atingidos mais de R$ 1 milhão em itens de auxílio humanitário, que compõe colchões, kit´s de acomodação, higiene, limpeza, galões de água e cestas básicas.

Fonte: http://www.defesacivil.sc.gov.br/index.php/ultimas-noticias/2995-mais-quatro-municipios-atingidos-pelas-cheias-recebem-comitiva-do-estado.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Natal e já desabriga 130 famílias, segundo a Defesa Civil

Chega a 130 o número de famílias que precisaram deixar suas casas em decorrência dos temporais em Natal, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil da cidade. Desse total, 100 famílias estão no bairro de Mãe Luíza, na zona leste da capital potiguar – o mais prejudicado. Trinta delas estão alojadas em escolas e igrejas, e o restante, em casas de parentes. 

Diante das fortes chuvas em Natal, o Ministério da Saúde enviou nesta segunda-feira (16/6) à capital do Rio Grande do Norte um kit de medicamentos e insumos suficientes para atender cerca de 1,5 mil vítimas. O kit, que deve chegar ao município amanhã, contém 30 tipos de medicamentos e 18 insumos para primeiros-socorros, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios e ataduras.

Além do envio do kit, o Ministério da Saúde diz que mantém contato diário com as autoridades do município de Natal e do estado do Rio Grande do Norte para acompanhar a situação e avaliar a necessidade de envio de profissionais de saúde vinculados à Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS).

De acordo com a Emparn (http://www.emparn.rn.gov.br) Nas últimas 24 horas – das 7 horas da manhã de ontem às 7 de hoje (06) –a Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) registrou chuvas em 13 dos 197 postos de monitoramento (pluviômetros), em quase todas as regiões do Estado. As chuvas com maiores intensidades foram registradas nas regiões Leste e Agreste. Choveu em Baia Formosa (31,5mm); Canguaretama (17,1mm); Extremoz (11,6mm); Natal (11,2mm); Montanhas (5,8mm); além de Senador Georgino Avelino, Maxaranguape, Parnamirim, na Estação Experimental da EMPARN, Porto do Mangue, Nova Cruz, Várzea e Passa e Fica. De acordo com a Meteorologia da EMPARN, a “predominância é de céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões do Estado. Somente poderão ocorrer pancadas de chuvas sobre a faixa litorânea leste, devido a influência da brisa e da umidade proveniente do oceano”. 


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Natal, Capital do Rio Grnde do Norte decreta Estado de Calamidade Pública após as chuvas



Natal, publica estado de calamidade pública. A decisão foi tomada, segundo ele, por causa dos estragos causados em vários bairros pelas chuvas do fim de semana. O decreto foi publicado no dia em que Natal recebe seu segundo jogo da Copa do Mundo, entre Gana e Estados Unidos. 
O prefeito justifica a opção por decretar calamidade pública com a necessidade de conseguir recursos para recuperar áreas atingidas por enchentes e deslizamentos e para socorro às vítimas, principalmente àquelas que tiveram que deixar suas casas. Carlos Eduardo conversou por telefone com o ministro da Integração Regional, Francisco Teixeira, para pedir a liberação de dinheiro e envio de ajuda do governo federal.
Natal vem sendo atingida por fortes chuvas desde a sexta-feira (13 de junho de 2014), quando jogaram na Arena das Dunas México e Camarões. Houve deslizamentos de terra na Via Costeira, uma das principais da orla da cidade, onde está a maioria dos hotéis de luxo. 
No sábado, as chuvas ficaram mais fortes e foram registrados novos estragos. A situação mais grave é no bairro Mãe Luiza, na Zona Leste, onde uma rua desapareceu em consequência de um deslizamento, ameaçando as casas no entorno. 

Segundo o Climatempo, as áreas de instabilidade que provocaram muita chuva sobre Natal na sexta-feira (13/6/2014) enfraquecem no fim de semana, mesmo assim, a chuva não vai para completamente. 
Imagens de satélite mostram o enfraquecimento das nuvens na costa norte do Nordeste, mas também a tendência de expansão em direção ao litoral da Paraíba e de Pernambuco.




Quanto choveu?

Fortes áreas de instabilidade avançaram do mar para o litoral norte do Nordeste provocando chuva muito volumosa nesta sexta-feira, 13, sobre Natal, capital do Rio Grande do Norte e uma das cidades-sede da Copa 2014. O jogo entre Camarões e México foi debaixo de muita chuva. A chuva intensa causou um grande deslizamento de terra na avenida Dinarte Mariz, na Praia de Miami, que soterrou carros.

Em um outro local da cidade, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 92,2mm entre 9h e 19h. A média normal de chuva para a todo o mês de junho é de aproximadamente 202 mm. A última vez que choveu desta forma volumosa sobre Natal foi entre os dias 13 e 14 de maço de 2014 quando foram acumulados 111,4 mm de chuva.