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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Um novo mapa Biogeográfico

O mapa de Alfred Russell Wallace, datado de 1876, tem sido a base de toda a compreensão da biodiversidade global. Agora, um grupo internacional de 15 cientistas, entre os quais o português Miguel Bastos Araújo, produziu um novo mapa a partir de uma base de dados sobre mais de 20 mil espécies. A nova referência foi publicada na «Science», no passado dia 12 de Dezembro e fornece informações fundamentais sobre a biodiversidade no planeta, sendo de grande importância para as futuras investigações.

Uma questão essencial para a compreensão da vida na Terra é perceber a forma como as espécies estão distribuídas no planeta. Este novo mapa global divide a natureza em 11 grandes domínios biogeográficos e mostra como essas áreas se relacionam entre si. É o primeiro estudo a combinar informações evolutivas e geográficas de todos os mamíferos conhecidos, aves e anfíbios, num total de mais de 20 mil espécies.



O estudo, com base no trabalho liderado pelo Center for Macroecology, Evolution and Climate, da Universidade de Copenhaga, foi desenvolvido a partir de 20 anos de compilação de dados. A primeira tentativa de descrever o mundo natural em um contexto evolutivo foi feita em 1876, por Alfred Russel Wallace, co-descobridor da teoria da selecção natural, junto com Charles Darwin.
"O nosso estudo é uma actualização de um dos mapas mais fundamentais para as ciências naturais. Pela primeira vez desde a tentativa de Wallace, estamos finalmente em condições de fornecer uma descrição ampla do mundo natural baseada em informações incrivelmente detalhadas para milhares de espécies de vertebrados", segundo disse o Ben Holt, do Center for Macroecology, Evolution and Climate e um dos co-autores do estudo.

O investigador português Miguel B. Araújo, titular da Cátedra «Rui Nabeiro – Delta Cafés» Biodiversidade da Universidade de Évora, também co-autor do estudo acrescentou que “embora o novo mapa de regiões zoogeográficas do mundo tenha diferenças importantes em relação ao trabalho original de Wallace, o que mais me impressiona são as semelhanças entre este e a primeira tentativa de Wallace para entender os padrões gerais de distribuição da vida na Terra".

"Os mapas de Wallace foram baseados no conhecimento adquirido em viagens de campo pelo mundo fora, discussões com colegas e materiais compilados a partir de colecções de museus de história natural. Actualmente existem mapas digitais com a distribuição da maioria dos vertebrados terrestres, bem como hipóteses evolutivas sobre como diferentes organismos se relacionam uns com os outros. Que as nossas conclusões sejam tão próximas às de Wallace confirma quão extraordinário foi o trabalho dele", concluiu o investigador português.
A recente catalogação pode ser dividida em detalhes geográficos para cada classe de animais e está disponível gratuitamente, de forma a contribuir com uma ampla gama de ciências biológicas, bem como com o planeamento da conservação e gestão da biodiversidade.

Ecologia, conservação e evolução

Tecnologia moderna, como sequenciação de DNA, e uma enorme compilação de centenas de milhares de registos de distribuição de mamíferos, aves e anfíbios em todo o mundo, tornou esta produção possível.

O mapa fornece informações de base importantes para estudos futuros em ecologia e evolução. Tem também um significado importante na conservação, tendo em conta a crise da biodiversidade e mudanças ambientais.

“Considerando que a base para o planeamento da conservação tem sido a identificação de áreas prioritárias, baseadas na singularidade de espécies encontradas em determinado lugar, podemos agora começar a definir prioridades de conservação com base em milhões de anos de história evolutiva", explicou o Jean-Philippe Lessard, outro dos autores.
 
Fonte: Ciência Hoje

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Brasil pode ter quase 90% mais enchentes até 2100, diz estudo

A ocorrência de enchentes em rios do Brasil pode ser quase 90% maior até o fim do século, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, de acordo com um estudo divulgado na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Durban, na África do Sul.

A pesquisa científica do Met Office Hadley Centre, da Grã-Bretanha, simulou os impactos, em 24 países, de emissões - no padrão atual - em 21 modelos climáticos diferentes. Cada modelo foi produzido por computadores poderosos que simulam a interação entre parâmetros de dados da atmosfera, temperaturas e oceanos.

No caso do Brasil, a conclusão a que chegaram é que o risco de aumento de enchentes no país seria 87% mais alta que atualmente. Esse é o valor central entre os dois extremos dos resultados apresentados pelos modelos climáticos, tanto de aumento (na maioria) quanto de redução do risco.

Os resultados mais extremos dos modelos chegaram a indicar um aumento de 638% no risco de cheias no Brasil. Por outro lado, houve modelos que indicaram até queda neste risco, com o mínimo sendo de -67%.

Sem ações para a redução de emissões, o aumento de temperatura pode ficar entre 3ºC e 5ºC até o fim do século, segundo a pesquisa.

Outra pesquisa divulgada no início da semana indica que, mesmo com as reduções já prometidas, o aquecimento global até 2100 pode chegar a 3,5ºC.

Sinal de alerta

A pesquisa foi encomendada pelo governo britânico e usada como sinal de alerta para que os negociadores de 194 países reunidos em Durban busquem um empenho maior na busca por um acordo de redução de emissões.

"Nós queremos um acordo global e legalmente vinculante para manter (o aumento) das temperaturas abaixo de 2ºC. Se isso for conseguido, este estudo mostra que alguns dos mais significativos impactos das mudanças climáticas poderiam ser evitados significativamente", afirmou o ministro de Energia e Mudança Climática da Grã-Bretanha, Chris Huhne.

Entre os 24 países analisados no estudo, o Brasil, apesar da possibilidade alarmante de aumento de enchentes, aparece como um dos que menos seriam afetados pelas mudanças climáticas, tanto positivamente quanto negativamente.

A Espanha, por exemplo, pode perder 99% da sua área de cultivo na agricultura, segundo os modelos climáticos, além de enfrentar um aumento na escassez de água que afetaria 68% da população.

A falta d'água também aparece como problema grave para o Egito, onde 98% da população seria afetada. O país norte-africano também perderia mais de 70% de sua área de cultivo.

A Grã-Bretanha, cujos dados meteorológicos, de temperatura e outros usados nos modelos são mais robustos, poderia até ter motivos para comemorar os impactos das mudanças climáticas. Enquanto o estudo indica que o Brasil não deve perder nem ganhar área de cultivo, a Grã-Bretanha poderia praticamente dobrar a sua agricultura, com um aumento de 96% na área compatível.

Os impactos se devem principalmente a previsões de mudança nos padrões de chuvas no planeta.

Isso pode levar a grandes riscos de fome, principalmente na África e em Bangladesh. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-pode-ter-quase-90-mais-enchentes-ate-2100-diz-estudo,808241,0.htm

domingo, 4 de dezembro de 2011

A ciência foi deixada de lado na COP'

O cientista indiano Rajendra Pachauri, de 71 anos, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), acompanha com frustração a 17.ª Conferência do Clima da ONU, a COP-17. O pesquisador, que concedeu entrevista ao Estado em uma pequena sala VIP no centro de convenções de Durban, avalia que a ciência e os alertas dados pelos cientistas não estão no centro das negociações climáticas.

Para ele, não é necessariamente fundamental garantir a segunda fase do Protocolo de Kyoto nessa reunião, mas é preciso que haja avanços independentemente do acordo que seja escolhido. "Gostaria que houvesse uma forma de tornar a ciência sobre clima uma parte mais central nas discussões nas negociações. Porque pelo menos assim você poderia dizer que não se pode adiar as ações por muito tempo. E tomar medidas pode ser realmente atraente, e não caro", afirma. A reunião segue até a próxima sexta-feira, 9.

Apesar dos alertas do IPCC e do recente relatório especial sobre eventos extremos que mostram os impactos das mudanças climáticas, o avanço nas negociações é muito lento. Como o senhor avalia essa situação?

Nas negociações que estão acontecendo aqui, nós não podemos perder de vista a ciência das mudanças climáticas. Você mencionou corretamente que recentemente publicamos um relatório especial sobre eventos extremos e desastres e como podemos avançar na adaptação (preparação para esses eventos). Eu gostaria de ver uma discussão muito mais focada nessas questões, e o que a comunidade global pode fazer para lidar com esses impactos.

O senhor acha importante focar mais em adaptação?

Acho que precisamos lidar com os dois, adaptação e mitigação (cortes de emissões de gases-estufa). Porque nós não teremos capacidade de nos adaptar a todos os impactos. Podemos nos adaptar a algumas situações, mas, depois de um certo tempo, fica muito difícil e caro fazer isso. Então, precisamos olhar para a mitigação também. Neste ano apresentamos um relatório sobre energias renováveis que claramente mostra que é possível usar muito mais energias renováveis e, com mais pesquisas em seu desenvolvimento, os custos podem cair. O que estou dizendo é que eu gostaria que houvesse uma forma de tornar a ciência sobre clima uma parte mais central nas discussões nas negociações. Porque pelo menos assim você poderia dizer que não se pode adiar as ações por muito tempo. E que tomar medidas pode ser realmente atraente, e não caro.

A ciência então não está no centro da discussão hoje?

Não parece estar. Não estou envolvido diretamente na negociação, mas a acompanho e não vejo a ciência no centro do debate.

As pessoas costumam dizer que os cientistas do IPCC eram radicais e pessimistas. Mas em dois anos novos estudos podem mostrar que a situação é ainda mais perigosa do que o previsto?

Não sei, ainda estamos trabalhando nesse relatório. No relatório especial sobre eventos extremos e desastres, nós apontamos as áreas em que ainda não temos muitas evidências e também as em que as evidências claramente mostram que ondas de calor aumentarão, assim como os eventos de precipitações extremas e a elevação do nível do mar - e isso é uma ameaça a áreas costeiras. Trouxemos todas as informações com um grande cuidado, de forma robusta. Ninguém pode dizer que alguém dentro do IPCC é radical.

Ao contrário, eu ia perguntar se os cientistas não estavam sendo cautelosos demais no relatório de 2007.

Temos muito mais evidências hoje, muito mais pesquisas publicadas sobre mudanças climáticas. E o IPCC funciona com a avaliação de pesquisas publicadas (o IPCC não faz as próprias pesquisas). E, agora, temos muito mais estudos do que nos anos anteriores ao quarto relatório do IPCC, de 2007. Certamente, estamos num nível muito melhor agora. É claro que em algumas partes do mundo temos grandes lacunas, não temos estudos em todos os locais e isso ocorre principalmente nos países mais vulneráveis.

Veja o restante da entrevista no site: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,a-ciencia-foi-deixada-de-lado-na-cop,806550,0.htm

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Em pleno inverno, as chuvas voltam a castigar algumas regiões!!

A cada dia uma nova região sofre com o elevado índice de chuva. Desta vez quem sofre é a capital Filipina, Manila. Já se fala em 70 mortos, 24 desaparecidos e mais 950 mil desalojados (dados informados pelas autoridades Filipinas.
Essa grande quantidade de chuva, é consequência do tufão "Muifa" que afeta o país desde quinta, com ventos sustentados de 175 km/h e rajadas de até 210 km/h.

fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/tufao-e-tempestade-tropical-causam-70-mortes-nas-filipinas.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entrevista com Henri Acselrad



Entrevista concedida pelo prof.Dr. Henri Acselrad, professor do IPPUR~UFRJ e pesquisador do CNPq ao Laboratório de Biogeografia e Climatologia


BIOCLIMA: Uma vez que a ciência geográfica traz em seus fundamentos a relação Homem-Natureza, como você percebe a atuação dos trabalhos desenvolvidos pela Geografia, a respeito da questão ambiental?

Henri: Antes de mais nada, informo que minha formação não se deu no campo da Geografia. Isto não me impediu, é claro, de acompanhar o trabalho de geógrafos que têm dado importante contribuição à construção científica da questão ambiental em suas articulações com as questões espaciais e territoriais. Penso, porém, que cabe problematizar ainda algumas abordagens do que chamam de “antropismo”, que, pensando estar destacando “o Homem” em sua relação com o ambiente, deixam de considerar tratarem-se sempre de sujeitos sociais e políticos particulares, portadores de diferentes lógicas sociais e simbólicas de apropriação dos territórios e seus recursos – e não de uma figura genérica de Homem.

BIOCLIMA: De que maneira os países em desenvolvimento podem se inserir na discussão da questão ambiental, como protagonistas?

Henri: Nos planos nacionais, isto implicaria em fazer da questão ambiental uma questão de Estado – algo que parece estar longe de acontecer. Boa parte dos países da América Latina subordina as medidas de proteção ao meio ambiente aos ditames dos grandes investidores. O que mais se vê é flexibilização das legislações em nome da necessidade de atrair investimentos internacionais ou de acelerar a execução de grande obras de infra-estrutura. No plano internacional, caberia fazer valer as evidências de que os maiores consumidores de recursos ambientais e maiores emissores de gases estufa são os países mais industrializados, cujas corporações deveriam proceder ao ajuste inaugural das matrizes de produção e consumo

BIOCLIMA: O desenvolvimento do aporte teórico que sustenta a discussão é muito significativa desde a Rio-92. Porém, apesar do esforço de se definir melhor determinados conceitos, ainda se persiste o uso indiscriminado de termos como sinônimos. Neste sentido, pode-se dizer que conflito socioambiental não seria uma tautologia de conflito ambiental?

Henri: É interessante observar que não se ouve falar de conflito sócio-urbano, sócio-trabalhista ou sócio-rural. Porque alguns acham necessário fazer preceder o “ambiental” pelo prefixo “sócio”? Acredito que a propensão de alguns a introduzir o prefixo “sócio” aos conflitos ambientais reflete a vontade de reagir à forte presença de um senso comum que fetichiza o ambiente, reduzindo-o a um estoque de matéria e energia destituído de seus conteúdos socais e culturais. Alguns acham necessário se distanciar de tal visão reducionista, sublinhando a indissociabilidade entre ambiente sociedade, ou seja, o fato da questão ambiental ser parte da questão social. Pois, é claro, todo conflito ambiental é social.

BIOCLIMA: Com o advento da modernização agrícola, pela lógica, não deveria ter diminuído o avanço da fronteira agrícola, pois atingiu mais produtividade num mesmo espaço de terra? Então porque isto não ocorreu? A legislação ambiental brasileira é um fator que contribuiu para este avanço?

Henri: A própria concessão do Prêmio Nobel de Economia de 2009 à cientista política Elinor Ostrom, estudiosa das formas de gestão coletiva dos recursos do território, refletiu a crescente aceitação do entendimento de que são múltiplas as formas sociais de gestão e manejo não-mercantis de ecossistemas segundo lógicas de eficiência coletiva – ou seja, com otimização dos ganhos coletivos do manejo. A experiência da modernização do campo que observamos se disseminar por todo o mundo deu-se até aqui através da desestruturação desta pluralidade sócio-técnica de formas de manejo, em razão da expansão territorial dominante da grande propriedade privada tecnificada de base químico-mecânica. A idéia de “alto desempenho agrícola” é, na lógica hoje hegemônica, vista segundo um horizonte temporal curto. Ela pressupõe que o esgotamento dos solos provocado pela intensidade da exploração de alta lucratividade de curto prazo, dará oportunidade à obtenção de mais lucros através do uso de defensivos e fertilizantes de origem industrial. O ciclo de acumulação de capital é, pois, a referência, e não a reprodutibilidade da base material da agricultura. A consideração da dimensão ambiental da produção implica, portanto, não só em achar e utilizar “técnicas mais eficientes” do ponto de vista dos resultados monetários, mas em problematizar politicamente as chamadas “falhas de mercado”, ou seja, as evidências de que os indicadores de mercado estimulam modos de uso privado da terra, do ar e das águas que resultam na destruição de suas funções coletivas, tanto para as formas sociais de produção não-hegemônicas – como as camponesas, da pesca artesanal, de indígenas, quilombolas etc. – como para o conjunto da sociedade. E para se problematizar politicamente os impactos dos usos privados sobe o bem coletivo, é preciso que a legislação não seja tratada como uma “tapeçaria de Penélope”, em que o que é feito de dia, na ótica dos direitos, seja desfeito de noite, na ótica dos grandes interesses.

BIOCLIMA: Qual é sua avaliação acerca das modificações propostas no novo código florestal, na câmara federal?

Henri: A proposta de alteração do Código Florestal do chamado “Relatório Aldo Rebelo” pretende anistiar os desmatamentos ilegais realizados em Áreas de Proteção Permanente até 2008; diminuir a proteção aos rios e topos de morro; reduzir a área destinada a ser mantida em reserva legal em todo o país; permitir a compensação da área de reserva legal em lugares remotos sem a necessidade de se observar nenhum critério ambiental e possibilitar que municípios autorizem desmatamento. Trata-se, como se vê, de uma iniciativa destinada a desfazer um a um os dispositivos legais que até o momento estabeleciam algum limite ao desmatamento no país. Se aprovadas, estas mudanças farão com que não seja mais necessário recuperar os desmatamentos ilegais realizados em encostas, beiras de rio e áreas úmidas; reduzirão a proteção de rios menores e mais frágeis, cujas margens hoje ainda protegidas asseguram proteção contra o assoreamento; retirarão toda proteção aos topos de morro, sujeitos a deslizamentos e erosão. Por outro lado, o relatório propõe que se redistribua o poder de legalização dos desmatamentos, atribuindo aos municípios a competência de autorizá-los, o que acentuará o descontrole na gestão florestal, já que são comuns os casos de prefeitos que têm interesse pessoal no agronegócio, configurando possíveis conflitos de interesses.

Tal investida contra a legislação ambiental repete, com um vigor particular, o esforço permanente de recusar toda restrição legal ao exercício ilimitado do poder de proprietários privados sobre seus meios de produção. Leis e normas ambientais que pressupõem, tal como na Constituição de 1988, “o meio ambiente como bem de uso comum do povo”, são, via de regra, apresentadas como entraves burocráticos ao desenvolvimento. O mais puro ideário liberal-privatista, inspirado em Locke e reciclado por retóricas nacionalistas e de solidariedade para com os famintos, é acionado para desfazer qualquer movimento em direção à aceitação pública da função social da propriedade. Assim é que a coalizão desenvolvimentista agrarista que sustenta tal esforço de regressão normativa cuidou de ocupar os espaços políticos compatíveis com a ambição de legalizar o que até aqui foi considerado transgressão - vide a entrada dos ruralistas no comando da Comissão de Meio Ambiente da Câmara – e procurou apresentar-se como defensora dos direitos dos pequenos agricultores. Mas, principalmente, tratou de arregimentar porta-vozes habilitados a justificar a legalização da expansão dos desmatamentos, em nome da necessidade de produzir alimentos e de valorizar soberanamente os recursos do país. Tanta solidariedade para com os famintos e tanto ânimo nacionalista, num país continental como o Brasil, que apresenta índices monumentais de concentração da posse da terra, poderiam, certamente, ser realizados sem ameaçar de destruição bens coletivos como as águas dos rios, a fertilidade dos solos e a estabilidade dos sistemas biodiversos. Pois é destes bens coletivos que dependem, estes sim, os produtores de alimentos, em sua maioria pequenos produtores, cujas áreas tornam-se cada vez mais exíguas, dada a expansão incontrolada das monocultoras de exportação que dominam a paisagem rural brasileira com a cana, a soja, o eucalipto etc. É a expectativa de aumento imediatista da rentabilidade na exploração destas commodities que explica as presentes investidas contra os instrumentos de regulação pública dos impactos dos negócios privados sobre os espaços não-mercantis de uso comum como, neste caso, as águas, os solos e os sistemas vivos.

A este propósito é significativa a pretensão do substitutivo Aldo Rebelo retirar do Código Florestal o trecho que diz “(...) as florestas reconhecidas de utilidade às terras que reveste são bens de interesse comum (...)” e inserir em seu lugar as expressões “exploração florestal” e “matéria-prima florestal”. Pretende-se, sim, mudar as leis, mas também o vocabulário, de modo a que se passe a aceitar como “floresta” os plantios homogêneos de certas espécies de árvores que não são mais do que parte de uma cadeia produtiva industrial – como a celulose e o óleo de palma - que tenta se “ambientalizar”. Eis que a ofensiva pela expansão das áreas a serem legalmente desmatadas se faz acompanhar da pretensão de “ambientalização” dos interesses ruralistas, ao incluir justificativas para a derrubada de florestas porque, em seu lugar, pretende-se implantar o chamado “deserto verde” da monocultura de árvores.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desastres Naturais

O número de desastres naturais registrados por ano nos países mais pobres do mundo mais que triplicou desde 1980, de acordo com um estudo da organização humanitária britânica Oxfam. Segundo a organização, a média de desastres anuais passou de 133 há três décadas para 350 nos últimos anos, tendo em vista dados coletados em 140 países. A análise concluiu que enquanto a ocorrência de desastres relacionados a eventos geofísicos - como terremotos, furacões e erupções vulcânicas - permaneceu praticamente constante, as catástrofes provocadas por enchentes e tempestades cresceram significativamente. O resultado se deve principalmente ao aumento dramático do número de enchentes em todas as regiões do planeta e, em menor grau, à ocorrência de mais tempestades na África e nas Américas do Sul e Central. Steve Jennings, autor do estudo, acredita que uma das razões desse crescimento seja o impacto das mudanças climáticas. "Desastres ligados ao clima estão se tornando cada vez mais comuns e a situação deve se agravar no futuro, à medida que as mudanças climáticas intensificam ainda mais as catástrofes naturais", afirmou. "Mas é preciso deixar claro que não há nada de natural no fato de as pessoas pobres estarem na linha de frente das mudanças climáticas. Pobreza, má administração, investimentos precários em prevenção de desastres - tudo isso as deixa mais vulneráveis."

Ajuda humanitária

Para realizar a análise, a Oxfam considerou a definição de desastre como um evento em que 10 pessoas são mortas e 100 são afetadas ou ainda um evento que faz com que um governo declare estado de emergência ou solicite ajuda humanitária emergencial. Segundo o estudo, nos últimos 30 anos, a população de países propensos a sofrerem desastres cresceu, o que significa que mais pessoas estão vulneráveis estes acontecimentos. No entanto, a organização deixa claro que o aumento populacional interfere na tendência de crescimento dos desastres, mas não o explica completamente. Da mesma maneira, o estudo leva em conta que a melhoria dos métodos de registro destas catástrofes climáticas também influenciam os resultados. Um estudo da Oxfam feito em 2009 concluiu que em um ano típico, 250 milhões de pessoas eram afetadas por desastres naturais. A ONG estima que esse número deve subir para 375 milhões em 2015. "O futuro será trágico para milhões de pessoas em países pobres, se não houver uma mudança drástica na maneira de se responder a esses desastres e se não houver progresso na redução da pobreza e na maneira de se lidar com as mudanças climáticas", diz Jennings.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/numero-de-desastres-climaticos-triplicou-desde-1980-diz-ong-britanica.html


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Poluição do ar

As metrópoles brasileiras emitem em torno de um décimo de gases de efeito estufa em comparação a grandes cidades americanas como Denver e Washington. Em relação às grandes cidades localizadas em países em desenvolvimento da África e da Ásia, como Cidade do Cabo e Bangcoc, as grandes cidades brasileiras também emitem menos poluentes que agravam o aquecimento global. É o que aponta um estudo realizado pelo Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Iied, na sigla em inglês), com recursos do Banco Mundial. Com base nas emissões per capita da população, o relatório analisou 100 cidades em 33 países. Do Brasil, foram incluídas no estudo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Porto Alegre. Segundo o estudo, o Rio de Janeiro é a metrópole brasileira que mais emite gases-estufa (2,1 toneladas de poluentes por habitante/ano), seguida de Porto Alegre (1,48 t/habitante/ano) e São Paulo (1,40 t/habitante/ano). A cidade de Roterdã, na Holanda, é a que registra maior emissão per capita (29,8 t/habitante/ano), seguida de Denver (EUA) e Sidney. Entre os países em desenvolvimento, a Cidade do Cabo, na África do Sul, é a cidade com maior emissão de gases-estufa: 11,6 t/habitante/ano, o que supera metrópoles de países desenvolvidos como Londres (9,6 t/habitante/ano) e Nova York (10,5 t). "Muitas das grandes cidades têm sido responsabilizadas por contribuir com o aquecimento global. Mas muitas delas têm emissões per capita baixas, mesmo com elevado grau de urbanização e consumo de seus habitantes", afirma Daniel Hoornweg, autor do estudo e especialista em urbanismo do Banco Mundial. Um exemplo são cidades europeias como Paris (5,2 t/habitante/ano), que responde por menos da metade das emissões de um morador de Shangai, na China (11,7 t/habitante/ano). Segundo o estudo, as emissões urbanas per capita refletem a estrutura econômica das metrópoles. Uma cidade com indústrias pesadas, uso massivo do transporte individual e energia gerada por carvão produzirá mais emissões que uma cidade de economia baseada em serviços, com boa infraestrutura de transporte público e com energia produzida em hidrelétricas. Esses fatores explicam a baixa emissão das capitais brasileiras. Embora o uso do carro seja intenso em São Paulo e Porto Alegre, a matriz energética baseada em hidrelétricas minimiza o impacto sobre a atmosfera. "É compreensível que o Rio de Janeiro seja a metrópole com maior emissão de poluentes, pois abriga atividades como refinaria de petróleo, o que não ocorre em São Paulo", avalia Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ e um dos cientistas do painel do clima das Nações Unidas. Segundo ele, o estudo pode servir como um elemento de análise para políticas de combate às mudanças climáticas.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110126/not_imp671176,0.php

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O desaperecimento das geleiras alpinas

As mudanças climáticas poderão provocar o desaparecimento de três quartos das geleiras alpinas até 2100 e, mais grave ainda, o degelo de parte da Antártida no ano 3000, o que provocará uma elevação de 4 metros no nível do mar, segundo estudos publicados no domingo (9). As duas pesquisas, divulgadas na revista científica "Nature Geoscience", levam em conta dois dos aspectos menos conhecidos das mudanças climáticas: seu efeito nas geleiras e seu impacto no longo prazo.O primeiro estudo mostra que as geleiras de montanha perderão entre 15% e 27% de seu volume em 2100. Isto "pode ter efeitos substanciais para a hidrologia regional e a disponibilidade de água", advertiu o estudo.ertas regiões serão mais afetadas que outras em função da altura de suas geleiras, da composição de seu terreno e da sua localização, mais ou menos sensível ao aquecimento climático. Além disso, a Nova Zelândia poderia perder, em média, 72% (entre 65% e 79%, dependendo da margem de erro) de suas geleiras, e os Alpes, 75% (entre 60% e 90%). No entanto, as geleiras da Groenlândia só diminuirão 8% e os das altas montanhas asiáticas, 10%. Este degelo deve provocar um aumento médio de 12 centímetros no nível do mar até o fim do século, acrescentou o estudo.Estes números, que não levam em conta a dilatação dos oceanos quando se aquecem, correspondem amplamente às estimativas que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU publicou em seu último relatório, de 2007.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/tres-quartos-das-geleiras-alpinas-podem-desaparecer-em-2100.html

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nova tecnologia para a Meteorologia

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do município de Cachoeira Paulista-SP anunciaram nesta semana do funcionamento do chamado “Supercomputador”, com uma capacidade de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo, ou seja, um PC normal precisaria de 27 anos para fazer o mesmo calculo.

Esse computador foi batizado de “Tupã” e o investimento dessa nova tecnologia foi de R$ 50 milhões, com ele os pesquisadores esperam aperfeiçoar a previsão do tempo.


O supercomputador é alimentado com dados sobre temperatura, umidade do ar e ventos captados em estações meteorológicas espalhadas pelo país, produzindo imagens que serão analisadas pelos meteorologistas. Com essa nova ferramenta, a resolução das imagens vai aumentar o que ajuda a fazer uma previsão mais precisa. A capacidade do equipamento também será usada para prever mudanças climáticas que podem ocorrer no Brasil nos próximos anos. Estudos como a simulação de 200 anos estão programados para serem realizados até junho de 2011. Pesquisas mais sofisticadas, como análise do comportamento no fundo do mar também deverá ser realizada.

Segundo Gilvan Sampaio, pesquisador do INPE, o novo sistema terá aplicação regional e atenderá toda a América do Sul, já que os centros de pesquisas climáticas do exterior não oferecem esse serviço.

Para maiores informações, acessem:

www.estadao.com.br

www.vnews.com.br

sábado, 18 de dezembro de 2010

Cancun-COP 16

Durante a tarde da sexta-feira dia 10 de dezembro em Cancún, no México, a atmosfera era de desânimo. Último dia da 16ª Conferência das Partes sobre mudanças do clima, a COP-16, tudo levava a crer que não seria possível um acordo, sobretudo devido à resistência da Bolívia e da Venezuela. O jogo começou a virar às 18 horas, quando a chanceler mexicana Patricia Espinosa, presidente da conferência, apresentou os documentos elaborados sobre o Protocolo de Kyoto e as ações de cooperação de longo prazo (LCA) e não permitiu discussões na plenária do prédio Azteca, sede de parte das reuniões. Ao adiar a sessão por duas horas para que o trabalho se desse em grupos menores, foi aplaudida por vários minutos pela maior parte dos delegados dos cerca de 190 países presentes. Um ano antes, na COP-15 em Copenhague, foi nesse momento que a conferência desmoronou em discordâncias incendiadas. “Nos 11 anos em que venho participando das negociações ligadas ao clima, nunca tinha visto um apoio em massa como a mexicana teve”, diz a estatística Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Foi o sinal para uma mudança de ânimos e para um esforço final de trabalho no texto que seria aprovado – ainda sem o aval da Bolívia – cerca de 10 horas depois.

Leia o restante da matéria na Revista Fapesp de Pesquisa. Acesse aqui!.
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=6939&bd=2&pg=1&lg=

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Política Nacional de Mudanças Climáticas





Presidência da República

Casa Civil - Subchefia de Assuntos Jurídicos.

Lei N. 12.187, de 29 de desembro de 2009 - Institui a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima - PNMC e estabelece seus princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos.

Art 2o Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - adaptação: iniciativas e medidas para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da mudança do clima;

II - efeitos adversos da mudança do clima: mudanças no meio físico ou biota resultantes da mudança do clima que tenham efeitos deletérios significativos sobre a composição, resiliência ou produtividade de ecossistemas naturais e manejados, sobre o funcionamento de sistemas socioeconômicos ou sobre a saúde e o bem-estar humanos;

III - emissões: liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado;

IV - fonte: processo ou atividade que libere na atmosfera gás de efeito estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito estufa;

V - gases de efeito estufa: constituintes gasosos, naturais ou antrópicos, que, na atmosfera, absorvem e reemitem radiação infravermelha;

VI - impacto: os efeitos da mudança do clima nos sistemas humanos e naturais;

VII - mitigação: mudanças e substituições tecnológicas que reduzam o uso de recursos e as emissões por unidade de produção, bem como a implementação de medidas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e aumentem os sumidouros;

VIII - mudança do clima: mudança de clima que possa ser direta ou indiretamente atribuída à atividade humana que altere a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis;

IX - sumidouro: processo, atividade ou mecanismo que remova da atmosfera gás de efeito estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito estufa; e

X - vulnerabilidade: grau de suscetibilidade e incapacidade de um sistema, em função de sua sensibilidade, capacidade de adaptação, e do caráter, magnitude e taxa de mudança e variação do clima a que está exposto, de lidar com os efeitos adversos da mudança do clima, entre os quais a variabilidade climática e os eventos extremos.

Art. 3o A PNMC e as ações dela decorrentes, executadas sob a responsabilidade dos entes políticos e dos órgãos da administração pública, observarão os princípios da precaução, da prevenção, da participação cidadã, do desenvolvimento sustentável e o das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, este último no âmbito internacional, e, quanto às medidas a serem adotadas na sua execução, será considerado o seguinte:

I - todos têm o dever de atuar, em benefício das presentes e futuras gerações, para a redução dos impactos decorrentes das interferências antrópicas sobre o sistema climático;

II - serão tomadas medidas para prever, evitar ou minimizar as causas identificadas da mudança climática com origem antrópica no território nacional, sobre as quais haja razoável consenso por parte dos meios científicos e técnicos ocupados no estudo dos fenômenos envolvidos;

III - as medidas tomadas devem levar em consideração os diferentes contextos socioeconomicos de sua aplicação, distribuir os ônus e encargos decorrentes entre os setores econômicos e as populações e comunidades interessadas de modo equitativo e equilibrado e sopesar as responsabilidades individuais quanto à origem das fontes emissoras e dos efeitos ocasionados sobre o clima;

IV - o desenvolvimento sustentável é a condição para enfrentar as alterações climáticas e conciliar o atendimento às necessidades comuns e particulares das populações e comunidades que vivem no território nacional;

V - as ações de âmbito nacional para o enfrentamento das alterações climáticas, atuais, presentes e futuras, devem considerar e integrar as ações promovidas no âmbito estadual e municipal por entidades públicas e privadas;

VI – (VETADO)

Art. 4o A Política Nacional sobre Mudança do Clima - PNMC visará:

I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a proteção do sistema climático;

II - à redução das emissões antrópicas de gases de efeito estufa em relação às suas diferentes fontes;

III – (VETADO);

IV - ao fortalecimento das remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa no território nacional;

V - à implementação de medidas para promover a adaptação à mudança do clima pelas 3 (três) esferas da Federação, com a participação e a colaboração dos agentes econômicos e sociais interessados ou beneficiários, em particular aqueles especialmente vulneráveis aos seus efeitos adversos;

VI - à preservação, à conservação e à recuperação dos recursos ambientais, com particular atenção aos grandes biomas naturais tidos como Patrimônio Nacional;

VII - à consolidação e à expansão das áreas legalmente protegidas e ao incentivo aos reflorestamentos e à recomposição da cobertura vegetal em áreas degradadas;

VIII - ao estímulo ao desenvolvimento do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões - MBRE.

Parágrafo único. Os objetivos da Política Nacional sobre Mudança do Clima deverão estar em consonância com o desenvolvimento sustentável a fim de buscar o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais.

Art. 5o São diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima:

I - os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no Protocolo de Quioto e nos demais documentos sobre mudança do clima dos quais vier a ser signatário;

II - as ações de mitigação da mudança do clima em consonância com o desenvolvimento sustentável, que sejam, sempre que possível, mensuráveis para sua adequada quantificação e verificação a posteriori;

III - as medidas de adaptação para reduzir os efeitos adversos da mudança do clima e a vulnerabilidade dos sistemas ambiental, social e econômico;

IV - as estratégias integradas de mitigação e adaptação à mudança do clima nos âmbitos local, regional e nacional;

V - o estímulo e o apoio à participação dos governos federal, estadual, distrital e municipal, assim como do setor produtivo, do meio acadêmico e da sociedade civil organizada, no desenvolvimento e na execução de políticas, planos, programas e ações relacionados à mudança do clima;

VI - a promoção e o desenvolvimento de pesquisas científico-tecnológicas, e a difusão de tecnologias, processos e práticas orientados a:

a) mitigar a mudança do clima por meio da redução de emissões antrópicas por fontes e do fortalecimento das remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa;

b) reduzir as incertezas nas projeções nacionais e regionais futuras da mudança do clima;

c) identificar vulnerabilidades e adotar medidas de adaptação adequadas;

VII - a utilização de instrumentos financeiros e econômicos para promover ações de mitigação e adaptação à mudança do clima, observado o disposto no art. 6o;

VIII - a identificação, e sua articulação com a Política prevista nesta Lei, de instrumentos de ação governamental já estabelecidos aptos a contribuir para proteger o sistema climático;

IX - o apoio e o fomento às atividades que efetivamente reduzam as emissões ou promovam as remoções por sumidouros de gases de efeito estufa;

X - a promoção da cooperação internacional no âmbito bilateral, regional e multilateral para o financiamento, a capacitação, o desenvolvimento, a transferência e a difusão de tecnologias e processos para a implementação de ações de mitigação e adaptação, incluindo a pesquisa científica, a observação sistemática e o intercâmbio de informações;

XI - o aperfeiçoamento da observação sistemática e precisa do clima e suas manifestações no território nacional e nas áreas oceânicas contíguas;

XII - a promoção da disseminação de informações, a educação, a capacitação e a conscientização pública sobre mudança do clima;

XIII - o estímulo e o apoio à manutenção e à promoção:

a) de práticas, atividades e tecnologias de baixas emissões de gases de efeito estufa;

b) de padrões sustentáveis de produção e consumo.

Art. 6o São instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima:

I - o Plano Nacional sobre Mudança do Clima;

II - o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima;

III - os Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento nos biomas;

IV - a Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de acordo com os critérios estabelecidos por essa Convenção e por suas Conferências das Partes;

V - as resoluções da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima;

VI - as medidas fiscais e tributárias destinadas a estimular a redução das emissões e remoção de gases de efeito estufa, incluindo alíquotas diferenciadas, isenções, compensações e incentivos, a serem estabelecidos em lei específica;

VII - as linhas de crédito e financiamento específicas de agentes financeiros públicos e privados;

VIII - o desenvolvimento de linhas de pesquisa por agências de fomento;

IX - as dotações específicas para ações em mudança do clima no orçamento da União;

X - os mecanismos financeiros e econômicos referentes à mitigação da mudança do clima e à adaptação aos efeitos da mudança do clima que existam no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e do Protocolo de Quioto;

XI - os mecanismos financeiros e econômicos, no âmbito nacional, referentes à mitigação e à adaptação à mudança do clima;

XII - as medidas existentes, ou a serem criadas, que estimulem o desenvolvimento de processos e tecnologias, que contribuam para a redução de emissões e remoções de gases de efeito estufa, bem como para a adaptação, dentre as quais o estabelecimento de critérios de preferência nas licitações e concorrências públicas, compreendidas aí as parcerias público-privadas e a autorização, permissão, outorga e concessão para exploração de serviços públicos e recursos naturais, para as propostas que propiciem maior economia de energia, água e outros recursos naturais e redução da emissão de gases de efeito estufa e de resíduos;

XIII - os registros, inventários, estimativas, avaliações e quaisquer outros estudos de emissões de gases de efeito estufa e de suas fontes, elaborados com base em informações e dados fornecidos por entidades públicas e privadas;

XIV - as medidas de divulgação, educação e conscientização;

XV - o monitoramento climático nacional;

XVI - os indicadores de sustentabilidade;

XVII - o estabelecimento de padrões ambientais e de metas, quantificáveis e verificáveis, para a redução de emissões antrópicas por fontes e para as remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa;

XVIII - a avaliação de impactos ambientais sobre o microclima e o macroclima.

Art. 7o Os instrumentos institucionais para a atuação da Política Nacional de Mudança do Clima incluem:

I - o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima;

II - a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima;

III - o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima;

IV - a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais - Rede Clima;

V - a Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia.

Art. 8o As instituições financeiras oficiais disponibilizarão linhas de crédito e financiamento específicas para desenvolver ações e atividades que atendam aos objetivos desta Lei e voltadas para induzir a conduta dos agentes privados à observância e execução da PNMC, no âmbito de suas ações e responsabilidades sociais.

Art. 9o O Mercado Brasileiro de Redução de Emissões - MBRE será operacionalizado em bolsas de mercadorias e futuros, bolsas de valores e entidades de balcão organizado, autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, onde se dará a negociação de títulos mobiliários representativos de emissões de gases de efeito estufa evitadas certificadas.

Art. 10. (VETADO)

Art. 11. Os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais deverão compatibilizar-se com os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos desta Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Parágrafo único. Decreto do Poder Executivo estabelecerá, em consonância com a Política Nacional sobre Mudança do Clima, os Planos setoriais de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas visando à consolidação de uma economia de baixo consumo de carbono, na geração e distribuição de energia elétrica, no transporte público urbano e nos sistemas modais de transporte interestadual de cargas e passageiros, na indústria de transformação e na de bens de consumo duráveis, nas indústrias químicas fina e de base, na indústria de papel e celulose, na mineração, na indústria da construção civil, nos serviços de saúde e na agropecuária, com vistas em atender metas gradativas de redução de emissões antrópicas quantificáveis e verificáveis, considerando as especificidades de cada setor, inclusive por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL e das Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas - NAMAs.

Art. 12. Para alcançar os objetivos da PNMC, o País adotará, como compromisso nacional voluntário, ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa, com vistas em reduzir entre 36,1% (trinta e seis inteiros e um décimo por cento) e 38,9% (trinta e oito inteiros e nove décimos por cento) suas emissões projetadas até 2020.

Parágrafo único. A projeção das emissões para 2020 assim como o detalhamento das ações para alcançar o objetivo expresso no caput serão dispostos por decreto, tendo por base o segundo Inventário Brasileiro de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa não Controlados pelo Protocolo de Montreal, a ser concluído em 2010.

Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 29 de dezembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Nelson Machado
Edison Lobão
Paulo Bernardo Silva
Luís Inácio Lucena Adams

Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.12.2009 - Edição extra

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Leia a Entrevista de Paulo Artaxo sobre a COP-16

Professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, de 56 anos, recebeu em setembro o Fissan-Pui-TSI Award 2010, dado a cada quatro anos a cientistas por pesquisas sobre aerossóis, partículas invisíveis da atmosfera que ajudam a regular o clima global. A cooperação internacional que rendeu o prêmio, com Meinrat Andreae, diretor do Instituto Max Planck de Química, na Alemanha, existe há pelo menos 30 anos. Integrante do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, Artaxo fala abaixo sobre suas pesquisas e do papel da Amazônia no contexto do aquecimento global. Também explica por que tem baixas expectativas para a COP do clima, que começou dia 29 em Cancún, no México.

Leia a entrevista, clique aqui.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,%E2%80%98acordo-nao-sai-em-cancun-diz-paulo-artaxo,644592,0.htm

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mudanças Climáticas

Para os interessados no tema das mudanças climáticas, existe um sítio que contém um material on-line muito interessante. O mesmo é produzido pelo NEEF e IPAM. vale a pena visitar.

O sítio é: http://www.climaedesmatamento.org.br/uploads/cursos/portugues/broadcastmet/brazil_br/navmenu.php.htm

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clipping

Manejo de Floretas no Brasil

O corte de uma imbireira com quase 30 metros de altura, na Floresta Nacional do Jamari, norte de Rondônia, a 130 quilômetros da capital Porto Velho, deu início ao manejo de madeira na primeira concessão florestal do país. O evento ocorreu terça-feira.

Dos 222 mil hectares da área total da floresta da Flona Jamari, foram licitados pelo Serviço Florestal Brasileiro 96.361 hectares, espaço correspondente a um quadrado de terra medindo 30 quilômetros em cada lado. O manejo florestal de madeira está sendo feito pelas três empresas vencedoras da licitação: Amata, Sakura e Madeflora.

A concessão florestal é expedida pelo Serviço Florestal Brasileiro, com o objetivo de promover a exploração sustentável de madeira. Segundo o diretor-geral do órgão, Antônio Carlos Hummel, isso permite ao setor madeireiro trabalhar fora da clandestinidade, oferecendo o produto ao mercado sem danos ambientais, e ainda gerando empregos com carteira assinada e rendimentos ao poder público.

Fiesp critica a lei estadual de mudanças climáticas

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que a legislação estadual que estabelece meta de cortar 20% das emissões de dióxido de carbono em São Paulo até 2020 pode ter efeito prejudicial à atividade econômica do Estado e do País. Em documento, a entidade diz que a lei é “abrangente quando pretende promover no Estado uma economia de baixo carbono”, mas que “incorre em uma série de problemas”.

Um deles, segundo a Fiesp, é não definir se a redução de 20% valerá para todos os setores emissores de gases-estufa ou será utilizado algum procedimento de ponderação. A Fiesp reclama também “da obrigatoriedade do cumprimento de metas em curto prazo, sem que o setor industrial, especialmente as micro, pequenas e médias empresas, disponha de recursos financeiros e tecnológicos necessários para fazê-lo”.

Líderes vinculam votaçãop do pré-sal com código florestal

Em reunião de lideranças partidárias, nesta quarta, na residência do deputado federal Waldemir Moka (PMDB-MS), em Brasília, 43 parlamentares fecharam um acordo informal para vincular a votação do Código Florestal ainda este ano com o fim da obstrução para a apreciação do projeto do pré-sal. "Todos estão dispostos a votar no pré-sal desde que se vote também o Código (Florestal)", disse um deputado que participou do encontro. "Não é que se vá votar a favor, mas a oposição deixará de obstruir", completou outro parlamentar.

A reunião contou com a presença da maioria dos líderes partidários, segundo participantes. O objetivo era discutir a estratégia de votação, ainda este ano, do Código Florestal e a possibilidade de Henrique Alves (RN), líder do PMDB na Câmara (PMDB-RN), ser eleito presidente da Casa. Um encontro semelhante foi realizado no mesmo local, há dois anos, quando Michel Temer, futuro vice-presidente do País, se candidatou para a presidência da Câmara.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Clipping

O problema da questão climática

A última edição da novíssima revista científica Nature Climate Change traz um estudo que deve pôr lenha na fogueira na discussão sobre emissões provocadas pela atividade humana. Mitigation: More inhabitants, more emissions toca em um assunto delicado e, talvez por isso, amplamente ignorado nas negociações sobre mudanças climáticas: o crescimento populacional. A estimativa é de que bateremos os 9 bilhões de habitantes no planeta até 2050, mesmo assim, nenhum grupo de trabalho da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) discute o assunto. Há quem diga que cientificamente a questão não é relevante, mas talvez o maior obstáculo para discussão seja a possibilidade de detonar um barril de pólvora político: controle de natalidade, diferença nos níveis de natalidade em diferentes grupos étnicos, culturais ou religiosos e direito a liberdades individuais.

domingo, 7 de novembro de 2010

Prevenção às chuvas de verão: Patrocínio do Muriaé - MG


Anteriormente, tivemos noticias do município de Patrocínio do Muriaé fazendo referencia às enchentes que assolaram o município no passado. Agora dando continuidade a noticia teremos as ações tomadas pelo município a fim de prevenir e dar respostas eficientes aos desastres recorrentes (enchentes e enxurradas). Segundo o Senhor Celestino membro da COMDEC, o município tem dois períodos durante o ano: um período de normalidade e um período de anormalidade.

Neste sentido, temos no município a COMDEC – Coordenadoria Municipal de Defesa Civil que desde sua criação em junho de 2009 ainda não enfrentou nenhum período de anormalidade (enchentes). A COMDEC age monitorando o Rio Muriaé, tanto na montante quanto na jusante, principalmente mantendo contato com operador de comportas da mineradora Rio Pomba - Cataguazes LTDA e assim que se tem um aumento no nível do rio se começa a avisar a população para que fiquem alerta, pois há a possibilidade de que tenham de sair de suas casas para evitar maiores prejuízos. Para durante e após os desastres o município conta com alguns abrigos e recursos para os desabrigados, alem de contar com um plano de reconstrução que age limpando a área afetada, pintando e reformando as residências atingidas, lavagem das ruas e esgotos, recuperação de vias, pontes e estradas para que os desabrigados possam voltar com segurança para suas residências.

Para mais informações: COMDEC – Coordenadoria Municipal de Defesa Civil

Rua Silveira Brum, 20 – Centro – Patrocínio do Muriaé - MG dcpmmg@gmail.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Prevenção às chuvas de verão: Viçosa-MG

Dando continuidade à nossa seqüência de noticias sobre as ocorrências de chuvas e seus danos na região, voltamos a falar sobre Viçosa, que esta entrando no período de chuvas e que por conseqüência entra também no período de maior preocupação, período de maior alerta.

Fomos informados que nesta quinta-feira (4 de novembro) as 8hs da manha, na câmara municipal, ocorrerá uma reunião com os bombeiros do município de Ubá, a policia militar e algumas autoridades do município, para finalizar o plano de contingencia definindo os papeis de cada um em caso de ocorrência de um sinistro em nossa cidade, e na oportunidade, serão discutidos, entre outros assuntos, a situação do período chuvoso e mapeamento de áreas de riscos.

O Prefeito de Viçosa Celito Sari recebeu o Comandante da 3ª Companhia de Corpo de Bombeiros Militar de Ubá, Capitão Patrick Tavares Soares, na tarde de quinta-feira, para tratar da construção de uma fração do Corpo de Bombeiros Militar em Viçosa, que até então não tinha nenhuma sede do corpo de bombeiros dentro do município, apenas uma sede em um terreno cedido pela Universidade Federal de Viçosa.

Continua o programa de conscientização da população por parte da Defesa Civil a respeito de construções irregulares que durante as chuvas causam danos aos próprios moradores e inclusive na população ao arredor da construção irregular.





Fonte:

http://www.vicosa.mg.gov.br

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Prevenção às chuvas de verão: Patrocínio do Muriaé - MG

Patrocínio do Muriaé é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Mesoregião da Zona da Mata Mineira, a 388 km da capital Belo Horizonte. Sua população atual, segundo o Censo 2007 do IBGE é de 5.319 habitantes, sendo que a maioria reside na área urbana. A altitude no ponto central da cidade é de 179,2 metros, tendo como altitude máxima a Pedra de Santa Maria com 530m e como altitude mínima a foz do Córrego Revolta com 177m. Quanto à topografia da área total da cidade é: 10% plano, 20% ondulado e 70% montanhoso. Sendo que a cidade se encontra sob a ação do Clima Tropical, a temperatura média anual é 23,5°C, a média máxima anual é 31°C e a mínima media anual é 18,2°C. Tendo um índice médio pluviométrico anual de 1564 mm. E é a ultima cidade do Estado de Minas Gerais que é banhada pelo Rio Muriaé antes que ele chegue ao Estado do Rio de Janeiro e deságüe no Rio Paraíba do Sul nas proximidades do município de Campos dos Goytacazes.

Localização do município de Patrocínio de Muriaé

A área urbana do município encontra-se as margens do Rio Muriaé que é um dos afluentes do Rio Paraíba do Sul. Por este motivo a área urbana do município é atingida com certa freqüência por inundações, cuja maioria tem ocorrência no período. Pois o Rio Muriaé recebe antes de chegar a Patrocínio do Muriaé as águas do Rio Gloria. Algo também agrava a situação do município é que o ponto central da cidade encontra-se a 179,2m de altitude e o ponto mais baixo se encontra a 177m de altitude o que resulta em uma diferença de 2,2m entre um ponto e outro. Assim no período chuvoso inundações são praticamente inevitáveis, como as que já ocorreram anteriormente.

Uma das ultimas enchentes ocorridas foi em Janeiro de 2007 devido ao rompimento de uma barragem no município de Miraí que chegou a atingir 40% da população do município, em que mais de 1 bilhão de litros de lama, provenientes de rejeitos de bauxita, vazaram da barragem e foram misturados às águas do Rio Muriae. E em Dezembro de 2008 ocorreu outra enchente que segundo consta foi pior que a ocorrida em 2007, pois devido ao grande volume de água da enchente foi decretada Situação de Emergência na cidade.

Ponte que liga Muriaé à Patrocínio do Muriaé.

Para o período chuvoso que começou neste mês, a Defesa Civil do Estado de Minas Gerais lançou na ultima sexta-feira, 22 de outubro, o Plano de Emergência Pluviométrica 2010/2011 que tem como objetivo enfrentar as conseqüências dos temporais típicos do período para que se possa diminuir o máximo possível os danos provocados pelas chuvas, tanto antes das inundações removendo moradores das áreas de risco quanto depois das inundações agindo no combate de doenças pós-chuvas. Isto se deve ao fato de que são esperadas chuvas até 20% acima da média histórica.

Fontes:

http://www.iga.br/Imagens/Localizacao_MG.pdf

http://www.defesacivil.mg.gov.br/

http://cidadesnet.com/municipios/patrociodomuriae.htm

http://www.riomuriae.com.br/riomuriae/

http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

Inacio Andrade Silva, graduando pelo curso de Geografia - UFV e membro do Laboratório de Biogeografia e Climatologia Geográfica (BIOCLIMA).