quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Balanço das repercussões das chuvas em 2010

As chuvas que atingiram o País em 2010 provocaram a morte de 473 pessoas em 11 Estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, entre janeiro e dezembro. De acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, o número abrange as mortes ocorridas em Minas, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre, Alagoas, Pernambuco e Bahia. O Rio de Janeiro é o Estado que registrou mais óbitos decorrentes dos temporais, com 316 mortes. Somente em Niterói, o município mais atingido, foram registrados pelo menos 168 mortes, grande parte em consequência dos desabamentos e deslizamentos de terra no Morro do Bumba no início de abril. São Paulo registrou 46 óbitos e Alagoas contabilizou 35 mortos. Ainda segundo o órgão, apesar de não confirmarem nenhuma morte, outros sete Estados também registraram prejuízos causados pelas chuvas: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Rondônia e Sergipe. Ainda segundo a secretaria, ao todo, mais de 7,8 milhões de moradores de 1.211 municípios foram afetados de alguma forma pelas chuvas. Desses, 101.298 ficaram desabrigados - pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos - e outros 302.467 ficaram desalojados - os que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares.

Enquanto isso, no verão de 2011, em Petrópolis em um dia registrou 46 ocorrências na noite de ontem. Os locais mais atingidos foram os distritos da Posse, Itaipava, Araras e os bairros centrais do Bingen e Mosela. Na madrugada de ontem, em Araras, três crianças morreram soterradas após a queda de uma barreira. De acordo com a Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania de Petrópolis, 15 pessoas estão desalojadas.Um abrigo foi montado na Creche Vista Alegre, próxima ao local do acidente, para receber as pessoas que não tenham um local definido para ficar. No Espírito Santo, as chuvas nos últimos dias já deixam 766 desabrigados e 15.956 desalojados em 32 cidades, segundo a Defesa Civil do Estado, nesse início de 2011. Cinco pessoas morreram e quatorze cidade já decretaram situação de emergência. As chuvas na região começaram no dia 24 de dezembro. Até esta quarta-feira, 5, a Defesa Civil notificou mais de 10 mil imóveis danificados. As principais ocorrências são enchentes e inundações, mas em algumas cidades também houve deslizamentos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vale do Paraíba em alerta!!!

A prefeita de Cruzeiro (município paulista), Ana Karin, foi ontem a São Paulo buscar apoio do governo do Estado para tentar resolver o problema de abastecimento de água que afeta a cidade desde 27 de dezembro.

Uma imensa área da Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, deslizou devido às chuvas. O deslizamento afetou o rio Batedor, que fornece água para 80% do município. Novas chuvas prejudicaram ainda mais o abastecimento desde segunda-feira.

A falta de água atinge toda a região central e mais 15 bairros. Desde o deslizamento, a principal estação de tratamento só recebe barro, o que tornou obrigatório o fechamento da unidade de captação.

“Adotamos providências emergenciais. Temos caminhões-pipa vindos de outras cidades para poder abastecer o hospital e a Santa Casa”, disse o diretor do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Rafic Zake Simão.

Segundo o diretor, não há previsão de normalizar o serviço. “Foi muito grande o deslizamento e não dá para fazer muita coisa, já que se trata de um fenômeno da natureza.”

visitem o site: www.vnews.com.br para verificarem as noticias e o video da reportagem de hoje!

Chuvas voltam a Preocupar!!!


Na região do Vale do Paraíba paulista, as chuvas voltam a alertar as autoridades locais.

O Jornal “O Vale” desta quarta-feira 05-01 divulgou que a Defesa Civil de São José dos Campos – SP adotou plantão 24 horas devido ao risco de deslizamentos em função do solo encharcado pelas recentes chuvas.

Pelo menos 400 famílias que vivem em áreas de risco, principalmente na zona norte, estão sendo monitoradas dia e noite. Um plano de retirada de emergência foi traçado caso haja necessidade. A chuva na cidade tem sido fraca, mas contínua. Isso diminui o risco de alagamento, mas aumenta bastante o perigo de deslizamentos em áreas de encosta, como alerta a Defesa Civil.

Com a chuva constante, o solo encharca, o que contribui para que a terra ceda e ocorra o deslizamento.
O bairro Chácara Oliveira, considerado irregular pela prefeitura, na região norte, é um dos mais ameaçados pela chuva. As casas foram construídas em barrancos e as ruas são íngremes, não têm calçamento e há barro para todo lado.

Mais detalhes visitem www.ovale.com.br

Um desinteresse climático?

A quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera continua crescendo, mas o interesse público pela mudança climática está diminuindo. Os ambientalistas estão buscando novas formas de tornar o assunto mais atraente. Mas as táticas de choque podem ser um tiro pela culatra. A mudança climática costumava sair nas manchetes. Mas hoje em dia o assunto parece ter sumido do radar. Líderes mundiais negociaram recentemente um novo acordo do clima na Conferência da ONU para a Mudança Climática em Cancun, México, mas o interesse do público pelo assunto foi limitado. Foi uma diferença marcante em relação à conferência climática de Copenhague, em dezembro de 2009, que foi considerada de importância histórica às vésperas do encontro, para depois fracassar de forma espetacular. O roubo de e-mails da Universidade de East Anglia prejudicou muito a imagem da pesquisa climática pouco antes da cúpula. Ambientalistas e cientistas estão preocupados com uma queda massiva do interesse público pelo assunto durante o último ano. Agora eles estão buscando novas estratégias para mudar essa tendência. Eles estão procurando as chamadas “bombas mentais” – imagens muito fortes emocionalmente, que reduzem um problema complexo a uma mensagem essencial. Os pesquisadores do clima confirmam um declínio perceptível nesse interesse. Hans Joachim Schellnhuber, diretor do respeitado Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto no Clima, lembra que seu telefone costumava tocar sem parar sempre que havia condições climáticas extremas. Agora quase ninguém liga, diz ele. O aquecimento global é um assunto “frio” em termos de mídia, explicou recentemente um editor do jornal diário Tagesspiegel num programa de TV alemão. Na mesma linha, o grande jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung perguntou ironicamente em relação à cúpula de Cancun: “Espere, isso não tinha alguma coisa a ver com o clima?” Enquanto os jornalistas debatem se o assunto da mudança climática se adequa à mídia, o New York Times citou um diretor de filmes de ciência que chamou a pesquisa sobre o clima de “cha-a-a-ta” e “provavelmente o assunto mais entediante que o mundo científico já apresentou ao público”. O problema de comunicação nessa área pode ser resolvido, mas exige que a pessoa ou o grupo certo encontrem a abordagem adequada para atingir o público. O Greenpeace não parece ser esse grupo. Embora a organização esteja atraindo doações recordes, apenas 1% dos alemães associam o Greenpeace à proteção climática, reclama um especialista da organização ambientalista. O tópico é difícil de transmitir, disse ele, acrescentando que o Greenpeace tem uma nova campanha que deve finalmente atingir o “consumidor Zé da Silva médio”.

Fonte: http://ambienteja.info/ver_cliente.asp?id=169826

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nova espécie de Ave em Minas Gerais

Há 14 anos, o então estudante de biologia Marcelo Ferreira de Vasconcelos ouviu um canto de pássaro que nunca tinha escutado. Ele estava num trabalho de campo na Serra da Piedade, no município de Caeté, na Grande Belo Horizonte, e, ao ouvir os primeiros piados, teve a quase certeza de que era de uma espécie diferente, visto que conhecia bem aquele terreno e nunca tinha ouvido nada igual. Imediatamente, a chama da curiosidade se acendeu. Fogo que durou até este ano, quando, finalmente, conseguiu mostrar ao mundo o tapaculo-serrano. Trata-se de uma ave que praticamente não voa: ela caminha como um rato no solo de ambientes sombrios das grotas que entrecortam as serras mineiras.





Chuvas na Austrália

As inundações que atingem o nordeste da Austrália deixaram mais zonas isoladas nesta terça-feira (04) pelo aumento do nível dos rios, enquanto o exército segue distribuindo provisões na região, informaram fontes oficiais.Em Rockhampton, cidade de 75 mil habitantes situada no litoral do estado de Queensland, todos os acessos ficarão fechados nesta terça, situação que segundo as autoridades seguirá por pelo menos duas semanas. Cerca de 500 casas foram evacuadas e outras 1.200 estão cercadas pela água à espera de o rio Fitzroy atingir seu nível máximo na quarta-feira. Mosquitos estão se proliferando na água suja e haverá cortes de eletricidade, segundo as autoridades, que acertaram com o exército a entrega de 50 toneladas de alimentos e produtos de primeira necessidade à cidade.

As chuvas contínuas,. também pode afetar seriamente as exportações de minério de ferro da Austrália , já que a temporada de chuvas ainda deve durar de 3 a 4 meses e há a expectativa de um número maior do que o habitual de ciclones tropicais. A análise foi feita pelo Commonwealth Bank of Austrália. Até o momento, os persistentes ciclones tropicais e as chuvas pesadas têm causado apenas pequenos impactos na região mineradora australiana de Pilbara, ao mesmo tempo que a demanda por minério importado, particularmente por parte da China, resiste aos elevados
níveis de preço. O banco observou que há dificuldades em assegurar o suprimento de minério indiano, devido a restrições à exportação no estado indiano de Karnataka, investigações de corrupção no estado de Orissa e uma greve de caminhoneiros em Goa. De acordo com o Commonwealth Bank of Austrália, tais problemas significam que o mercado transoceânico de minério de ferro permanece muito apertado, apesar do aumento de 33% nas exportações de minério do Brasil em dezembro, para 32,2 milhões de toneladas. Esse foi o maior volume de exportação de minério brasileiro desde maio de 2008 e bem acima dos 24,2 milhões de toneladas de dezembro de 2009. No mercado à vista, a cotação do minério de ferro com 62% de ferrocromo para entrega em portos da China está firme em torno dos US$ 165 a US$ 170 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Um ano após a catástrofe de Angra dos Reis

Um ano apóa a catástrofe ocorrida em Angra dos Reis, o município passa um algumas intervenções públicas, junto a questões estratégicas. Primeiramente, antes da virada do ano, um trecho da BR-101, que liga o Rio a Angra foi duplicada, reduzindo o tempo de viagem de 3 horas. Mas apesar disso, os recurso demandados para a reconstrução de alguns pontos da cidade demoraram quase 11 meses para serem liberados. Dos 110 millhões de reais previstos, apenas 53 foram empregados em obras de contenção de encostas e conjuntos habitacionais. Mas com uma pegadinha, o Governo do Estado e O Governo Federal anunciam um repasse de 30 e 80 milhões, respectivamente, cerca de 12 meses após. Isso é uma brincadeira. E nos obrigada a fazer a pergunta mais óbvia. Porque apenas agora a atitude é anunciada, pouco antes da posse dos respectivos governos, que são de c0ntinuidade.
Nessa brincadeira de mau gosto, as obras prometidas para antes das chuvas de verão de 2011, apenas estarão prontas em abril de 2011. Parece que mais uma vez, que teremos fazer preces as velas bentas e torcer para que os ventos dissipem as nuvens carregadas de umidade provenientes dos sistemas extra-tropicais. Enquanto isso, a atividade turística vive com a desconfiança da população que está disponível para descansar e consumir imagens e paisagens incríveis, mas Angra dos Reis parece que está fora do roteiro de muitos. Para recuperar o espaço perdido, muito trabalho deve ser realizado entre os poderes municipal, estadual e federal.
Dentre as área atingidas 4 ocorreram na Ilha Grande e um no continente (Morro da Carioca), 53 pessoas tiveram suas vidas ceifadas decorrentes dos deslizamentos, enquanto o Estado registou 100 vítimas fatais. De acordo com o INMET na passagem do dia 31/12/2009 até o fim do dia 1/1/2010, já se registrava 275mm de chuva em 24 horas.
Por fim, esperamos que bons ventos possam retornar a região sul fluminense, mas que antes de tudo, o poder público possa assumir sua função e deixar de agir pensado na consolidação de currais eleitorais, alojados nas encontas da serra do mar, que não são fiscalizadas e ocupadas de maneira inapropriada. Espero também, que a pobreza e a miséria não seja mais apresentada como a cusa dos desastres, pois os ricos também os ricos ocupas as encostas. A pergunta tem que ser outra. Como se pode resolver essa questão? A urbanização das comunidades é uma opção? ou a realocação da população residentes nas vertentes? A resposta não é simples. Aindfa temos que avançar e muito na discussão, até por que as medidas tomadas recentemente, no mês de dezembro na cidade do Rio de Janeiro abre a possibilidade de qualificarmos a dicussão sobre as políticas territoriais de ocupação.