terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O desaperecimento das geleiras alpinas

As mudanças climáticas poderão provocar o desaparecimento de três quartos das geleiras alpinas até 2100 e, mais grave ainda, o degelo de parte da Antártida no ano 3000, o que provocará uma elevação de 4 metros no nível do mar, segundo estudos publicados no domingo (9). As duas pesquisas, divulgadas na revista científica "Nature Geoscience", levam em conta dois dos aspectos menos conhecidos das mudanças climáticas: seu efeito nas geleiras e seu impacto no longo prazo.O primeiro estudo mostra que as geleiras de montanha perderão entre 15% e 27% de seu volume em 2100. Isto "pode ter efeitos substanciais para a hidrologia regional e a disponibilidade de água", advertiu o estudo.ertas regiões serão mais afetadas que outras em função da altura de suas geleiras, da composição de seu terreno e da sua localização, mais ou menos sensível ao aquecimento climático. Além disso, a Nova Zelândia poderia perder, em média, 72% (entre 65% e 79%, dependendo da margem de erro) de suas geleiras, e os Alpes, 75% (entre 60% e 90%). No entanto, as geleiras da Groenlândia só diminuirão 8% e os das altas montanhas asiáticas, 10%. Este degelo deve provocar um aumento médio de 12 centímetros no nível do mar até o fim do século, acrescentou o estudo.Estes números, que não levam em conta a dilatação dos oceanos quando se aquecem, correspondem amplamente às estimativas que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU publicou em seu último relatório, de 2007.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/tres-quartos-das-geleiras-alpinas-podem-desaparecer-em-2100.html

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vazamento de petróleo no Alasca

Companhias petrolíferas, entre elas a BP, foram forçadas a interromper sua produção no distrito de North Slope, no Alasca, depois que um vazamento fechou o oleoduto Trans Alaska no domingo, 9. Em consequência da notícia, as ações da BP abriram a sessão de hoje na Bolsa de Londres em queda e, às 8h (de Brasília), caíam 1,75%. Analistas disseram que a paralisação temporária do oleoduto pode provocar alta nos preços do petróleo, a menos que o vazamento seja reparado rapidamente, porque a região representa uma parte significativa da produção doméstica de petróleo dos EUA. Alguns analistas avaliam que esse incidente pode fazer com que os preços do petróleo saiam do atual patamar de US$ 90 por barril para US$ 100 por barril. Às 8h, o contrato para fevereiro subia 0,81%, para US$ 88,74 por barril, na Nymex. A empresa que opera o oleoduto, Alyeska Pipeline Service Co., informou que o vazamento não representa perigo para o meio ambiente. Os novos problemas no Alasca ocorrem menos de um ano depois da maior explosão em operações de petróleo em águas profundas, que provocou um dos maiores desastres ambientais ocorridos no Golfo do México. O risco agora é de uma reação mais forte por parte da opinião pública contra a indústria do petróleo.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_50280.htm

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um balanço das chuvas na primeira semana em MG

Apenas na primeira semana do ano, 16 cidades de Minas Gerais decretaram situação de emergência por conta das fortes chuvas que atingem o Estado. Segundo a Defesa Civil Estadual, desde outubro de 2010, 108 municípios foram afetados pelos temporais. As cidades que decretaram situação de emergência nesta semana foram: Aimorés, Divinolândia de Minas, Engenheiro Caldas, Espírito Santo do Dourado, Eugenópolis, Goiabeira, Governador Valadares, Inconfidentes, Itabirinha, Lagos dos Patos, Matozinhos, Miraí, Morro do Pilar, Ouro Fino, São Geraldo do Baixio e Senador Cortês. Na última quarta-feira, 5, foi confirmada a 16º morte pelas chuvas. Um homem, de 38 anos, morreu em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas. A casa em que José Maria da Silva estava desabou. Outras cinco pessoas, dentre elas quatro crianças, ficaram feridas. O período de chuvas no Estado já contabiliza mais de dois mil desabrigados - pessoas que perderam tudo e precisam viver em abrigos públicos - e cerca de 13 mil desalojados, que estão em casas de parentes e amigos. De acordo com um balanço da Defesa Civil, mais de um milhão de pessoas já foram afetadas pelas chuvas em Minas. Até o momento, 4.068 casas foram danificadas e 157 destruídas (Fonte: Jornal O Estado de São Paulo)

De acordo com o CPTEC, nos sete primeiros dias do mês de janeiro, a presença de uma Zona de Convergência de Umidade provocou bastante chuva no Estado de Minas Gerais. Em cidades do sul, centro, zona da mata e triângulo o volume de chuva ultrapassou 150 mm. Entre o dia 06/01 e 07/01 a cidade de Bambuí registrou 143 mm de chuva em 24 horas, o que equivale a um pouco mais de 50% da climatologia de janeiro nesta cidade, conforme pode ser visto na figura a seguir, obtida do sítio do Sistema de Alerta do Rio Doce.


Chuvas em São Paulo

O mais recente balanço da Operação Verão da Defesa Civil do Estado de São Paulo, divulgado na manhã desta sexta-feira (7), contabiliza um total de 10 mortes causadas pelas chuvas em todo o estado desde o dia 1º de dezembro de 2010. A cidade com mais mortes registradas é Jundiaí, onde quatro pessoas de uma mesma família morreram na noite de quarta-feira (5) após o soterramento de uma casa. A primeira morte registrada durante a operação foi em Tatuí, no interior do estado, no dia 11 de dezembro, quando um homem morreu ao ser arrastado por uma enxurrada. Outras duas pessoas morreram na capital paulista, no dia 21 de dezembro; mãe e filho foram soterrados dentro de casa em Mauá, no ABC, na noite de terça-feira (4); e uma mulher foi arrastada pela enxurrada após seu carro cair em um buraco nesta quinta-feira (6) em Limeira, também no interior. O relatório da Defesa Civil também contabiliza 791 pessoas desabrigadas e 6.443 desalojadas no estado. O órgão considera como desabrigadas as pessoas que perderam suas casas - ou seus imóveis foram interditados - e são encaminhadas para abrigos disponibilizados pelo poder público. Já desalojados são aqueles que também foram retirados de suas casas, mas foram instalados nos imóveis de amigos ou parentes. No total, 57 municípios tiveram problemas por causa dos temporais. Vinte e dois deles estão em estado de atenção devido às chuvas: Águas de Lindóia, Americana, Atibaia, Campinas, Campo Limpo Paulista, Hortolândia, Itapira, Itatiba, Jarinu, Jundiaí, Limeira, Lindóia, Pedreira, Rio Claro, Socorro, Sumaré, Valinhos, Várzea Paulista, Cubatão, Guarujá, Santos e São Vicente. As razões para as pancadas de chuva, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), é resultado de áreas de instabilidade formadas pelo calor e pela alta umidade relativa do ar, condições típicas do verão.

Segundo a interpretação dos radares de Bauru e Presidente Prudente, realizada pelo IPMET, hoje o Estado de São Paulo, conforme a imagem a seguir, continua a presentando chuvas fortes e isoladas pelo interior.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sítios arqueológicos encontrados no arco rodoviário do Rio de Janeiro

As obras do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio de Janeiro permitiram a descoberta de cerca de 40 sítios arqueológicos na Baixada Fluminense. As descobertas, feitas pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), vão desde um sambaqui (acúmulo de material orgânico e calcário) de 6 mil anos de idade até as ruínas de uma antiga fazenda, passando por uma aldeia indígena de 2 mil anos e um porto centenário no Rio Iguaçu. Segundo a arqueóloga Jandira Neto, a abertura do terreno para a construção de 72 quilômetros da rodovia permitiu encontrar os sítios. Dos 40 locais de interesse histórico identificados, 34 estão localizados sob o traçado da estrada. Entre eles, 22 já foram resgatados pelo instituto e outros 12 ainda devem ser recuperados até o final do ano.Os objetos desses 34 sítios ficarão sob a guarda do IAB. Pelo menos mais seis sítios arqueológicos não serão afetados pela obra e poderão ser preservados no próprio local. Entre os objetos encontrados estão centenas de cachimbos antigos, uma urna funerária indígena e cerâmica do período colonial, além dos restos de um antigo porto no Rio Iguaçu, que Jandira Neto acredita se tratar do Porto do Barriga, que tem cerca de 300 anos de idade e que ainda não tinha sido encontrado. “Esses sítios representam a ocupação da Baixada Fluminense desde o período pré-histórico. Qual é a importância disso tudo? É a gente ter a oportunidade de conhecer a pré-história e a história dos povos que ocuparam essa região. Região essa que nunca teve recursos para se fazer esse tipo de pesquisa”, disse a arqueóloga. O estudo dos sítios arqueológicos, no entanto, tem provocado transtornos ao andamento das obras do trecho, que liga o Porto de Itaguaí ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí, por meio da Baixada, e que recebe recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A rodovia, que custa R$ 965 milhões, deveria ter sido inaugurada no mês passado. Mas os achados arqueológicos e a descoberta de um anfíbio raro, que só se reproduz próximo ao traçado da rodovia, atrasaram o projeto em, pelo menos, um ano. Segundo a Secretaria Estadual de Obras do Rio de Janeiro, a rodovia só deve ser inaugurada em dezembro deste ano.

Municípios do noroeste Fluminense decretam Estado de Emergência

Quatro municípios do Noroeste Fluminense decretaram estado de emergência nesta terça-feira, 04/01. A medida é por causa do transbordamento de rios e de enxurradas que estão castigando a região desde o dia 27/12/2010. O nível dos rios já abaixou, mas muitas famílias estão desabrigadas. O estado de emergência foi decretado nos municípios de Santo Antonio de Pádua, Bom Jesus de Itabapoana, Italva e Cambuci.Segundo o Ten Cel Bombeiro Douglas Paulich, que preside o Conselho de Gestores Municipais formado por 18 municípios, a região necessita de recursos federais para obras preventivas.

Temporal em São João da Boa Vista

Cerca de 40 minutos de chuva forte foram suficientes para deixar, pelo menos, 30 casas completamente inundadas na cidade de São João da Boa Vista, região oeste paulista, na divisa com Minas Gerais. Eram 18 horas de quinta-feira, 6, quando o temporal começou. Menos de uma hora depois, o córrego São João - que corta a cidade e recebe água de outro córrego no bairro São Salvador - já havia transbordado, alagando diversas ruas no centro. Nas ruas Prudente de Moraes e Liberdade, o nível d'água chegou a 1,60 metro. Outros dois bairros bastante castigados pela chuva foram Santa Edwiges e São Nicolau. Apesar dos estragos, segundo os bombeiros, ninguém ficou ferido. Quatro pessoas, entre elas uma mulher grávida e uma cadeirante, foram resgatadas do interior da própria residência. Todo início de ano, com as chuvas de verão, os moradores da cidade sofrem com as enchentes. Neste ano já foram duas. Em muitas casas foram feitas comportas para segurar a água, mas quando o transbordamento do córrego ocorre nesta intensidade, os imóveis acabam inundados. Obras feitas pelo governo do Estado onde o córrego São João deságua no rio Jaguari amenizaram bastante os problemas de inundação na região próxima à estação ferroviária, mas o leito do córrego no percurso até o rio Jaguari não comporta o volume de água que vem da parte mais alta da cidade. À 1h30 desta sexta-feira, 7, a água já havia baixado quase que por completo em praticamente todas as ruas de São João da Boa Vista e chovia muito fraco na cidade.