quarta-feira, 16 de abril de 2014

CONCURSO PARA GEOGRAFIA FÍSICA NA UNESP-RIO CLARO-2014

Os Instituto de Geociências  da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Rio Claro, anuncia a abertura de concurso público para Professor Assistente Doutor.

No CP 034/2014 há uma vaga no Departamento de Geografia, no conjunto de disciplinas de Análise de Impactos Ambientais, Análise da Paisagem, Climatologia, Biogeografia, Hidrogeografia e Quantificação em Geografia.

A jornada de trabalho são de 40h em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), com contratos em regime celetista e remuneração de R$ 9.138,94. Mas caso o profissional tenha título de livre-docente receberá R$ 10.950,28.

Podem se inscrever candidatos que efetuem inscrição a partir da próxima segunda-feira, 14 de abril de 2014, na Seção Técnica de Comunicações do respectivo Instituto (ver endereços no edital), com entrega de documentos e pagamento de taxa, no valor de R$ 75,00. O prazo para o CP 034/2014 acaba em 13 de maio de 2014, enquanto que para o CP 040/2014 o período segue até 14 de maio de 2014.

Haverá prova didática e análise curricular para todos, bem como prova escrita para os inscritos no CP 034/2014 e apresentação e arguição do projeto de pesquisa para o CP 040/2014.

Acesse o edital e o programa do concurso no link a seguir:

domingo, 13 de abril de 2014

Conversando sobre Climatologia - Entrevista com o Professor Manuel Calabar - Abril de 2014.

Bom dia Galera.

O Bioclima, neste início de mês de abril, vem publicar a segunda entrevista da série - Conversando sobre Climatologia, que agora recebe Manuel Calabar - Professor Visitante da Universidade Estadual de Feira de Santana. Leiam!!. Vocês irão gostar.

BIOCLIMA. Professor, eu perguntaria inicialmente sobre sua trajetória. Onde se formou, quais foram seus trabalhos de mestrado e doutorado e o que desenvolve atualmente. Até para que nossos leitores possam o conhecer melhor.

Eu fiz toda minha trajetória acadêmica na Universidade de Santiago de Compostela (USC), que fica na região da Galícia (Noroeste de Espanha). A cidade é bem conhecida aqui no Brasil pelo Caminho de Santiago, rota de peregrinação que popularizou Paulo Coelho com diversas publicações. Sou Graduado em Geografia (lá na Espanha se chama de "Licenciado"), e tenho Doutorado também pela USC. Inicialmente, nos estudos equivalentes ao Mestrado do Brasil, pesquisei sobre temporais de chuva e vento na Galícia, com uma proposta de classificação em função da intensidade e da periculosidade que combinou quantidade de chuva e rajadas de vento com o número de dias consecutivos que aconteceram.

Já no doutorado mudei de assunto e estudei a oferta e demanda de uso público em Espaços Naturais Protegidos também na Galícia, com aplicação de uma metodologia que utilizava indicadores para a oferta, e questionários a visitantes para a demanda. Meus orientadores foram os Professores Rubén Camilo Lois González e Alberto Martí Ezpeleta, os dois da USC. Durante o tempo que fez o Doutorado e depois de defender a Tese, trabalhei como pesquisador em um grupo integrado principalmente por geógrafos, colaborando em vários tipos de pesquisas desde turismo a geografia urbana. No ano de 2012 apareceu a oportunidade de trabalhar como Professor Visitante na Universidade Estadual de Feira de Santana para algum dos membros do grupo de pesquisa, e decidi aceitar este novo reto pessoal e profissional.


 A Professora Raquel Vale, Servidor Técnico Róbertson da Silva Carneiro e o Proff. Manuel Calabar (UEFS).

BIOCLIMA. Prof. Manolo, como nossos leitores são do Brasil, e o senhor agora está como Professor Visitante da Universidade Estadual de Feira de Santana. Você poderia nos falar das características da climatologia de Feira de Santana, situada a cerca de uma hora de Salvador, mas com um clima muito particular.

Você mesmo colocou as palavras certas: um clima muito particular. Aqui vou falar desde o ponto de vista de alguém que vem de fora por primeira vez e que morava antes em um clima totalmente diferente. Antes de vir para Feira de Santana, me informei das características gerais do Clima. O primeiro que me chocou foi a peculiar distribuição das precipitações ao longo do ano. Nas Latitudes Médias, nossos manuais de Climatologia falam de um reparto das chuvas nos Climas Tropicais com uma estação seca no inverno e uma chuvosa no verão, e Salvador (o exemplo que primeiro olhei) não acompanha nem o mais mínimo esse padrão pois os meses da chuva mais abundante vão de Abril a Julho. Só depois, aprofundando mais, foi que passei a entender que dependia de nuances com a Circulação atmosférica do Nordeste do Brasil, pelo menos em parte. Feira acompanha esta distribuição, mais com quantidades totais bem menores que em Salvador, e aqui vem a segunda questão. A característica mais "especial" para mim foi que a faixa de elevada pluviosidade era muito estreita, e que as isoietas diminuíam rapidamente de valor a pouca distancia do mar sem ter uma barreira orográfica que justificasse isto! Ainda é o dia de hoje que fica difícil ter uma noção exata de tal anomalia, compartilhada por quase tudo o Semiárido Nordestino, tão azonal e "particular" dentro dos Climas do Mundo. A pouco mais de 100 Km de Salvador (com médias de 2000 mm anuais de chuva), Feira se contenta com médias de 800 mm, no limite mesmo da semiaridez. De fato, Feira de Santana é chamada de "Portal do Sertão" ao ficar na faixa de transição entre o Clima Tropical Úmido do litoral e o Semiárido interior (chamado de "agreste"). A seca também se deixou notar aqui, em 2012 só foram recolhidos na Estação Meteorológica da UEFS pouco mais de 200 mm. Recorde histórico. Houve sérios problemas para os pequenos produtores rurais que ainda hoje dá para perceber, mesmo amenizando muito a situação com um 2013 bem mais chuvoso.



BIOCLIMA. A sua experiências em estudos de clima urbano vem da Espanha. O senhor poderia nos dizer em qual estágio da arte dos estudos de clima urbano na geografia espanhola?

Atualmente, os estudos de Clima Urbano deram uma parada sem um motivo concreto. Houve uma etapa de muito trabalho na década dos 1990 e primeiros anos do Século XXI, no que grande parte das cidades espanholas foram estudadas e muitas publicações saíram á luz. Existe, pois bastante trabalho feito e de ótima qualidade, mais seria bom atualizar os estudos, até porque as cidades espanholas experimentaram um crescimento importante no seu perímetro urbano por causa de um boom urbanístico especulativo muito intenso que explodiu em 2008 com a crise econômica. Os efeitos de este processo no Clima Urbano das cidades espanholas ainda não está bem estudado, na minha opinião.

Profa. Raquel Vale e Manuel Calabar observando um mini-abrigo

BIOCLIMA. Por ser morador da Galícia, por muito tempo o senhor nos descrever a climatologia desta região situada ao norte da Espanha.

A Galícia, por estar localizada num dos extremos Ocidentais da Europa, possui um Clima Temperado Oceânico, ou como muitos autores denominam, Temperado de Litoral Ocidental. Isto é, as temperaturas são amenas (sem grandes picos de calor e frio, por norma geral), e as chuvas são abundantes, principalmente no Semestre frio (Outubro-Março). Galícia fica na trajetória de passo das perturbações da Fronte Polar do Hemisfério Norte, e ademais influenciada pela Deriva Nor-atlântica, que aporta águas quentes incrementando a pluviosidade e amenizando as temperaturas. Com tudo, a Galícia fica no extremo meridional da área Oceânica européia, bem no limite com a área de influencia do Clima Mediterrâneo. Unido a isto, a região tem um relevo bem compartimentado, com numerosas serras e depressões. E por isto que em muitos locais do interior, os verões são quentes e secos, bem próximos do Mediterrâneo, e os invernos mais frios por continentalidade. As altas pressões subtropicais (Alta das Açores) influenciam fortemente no verão, dando tempo mais ensolarado que, por exemplo, a Irlanda, que fica em linha reta ao Norte da Galícia.


Professor Manuel Calabar - Professor Visitante da UEFS

BIOCLIMA. Além de professor visitante, qual pesquisa o senhor desenvolve em Feira de Santana-BA?

Meu trabalho prioritário na UEFS é ajudar a colocar em funcionamento um Laboratório de Climatologia, que auxilie os trabalhos de ensino, pesquisa e extensão da Licenciatura e do Bacharelado em Geografia. Além disso, coordeno um projeto de pesquisa que tem duplo foco: conhecer o estado da rede meteorológica que existe no Estado da Bahia (tipo de estação, localização das estações, dados coletados, período de coleta, instituição gestora), e verificar qual informação meteorológica chega até os pequenos produtores rurais do Semiárido, por que médios chega, se é utilizada e como, e se consideram útil essa informação no seu desempenho, aplicando questionários pessoais. Também ministro aula de Fundamentos de Climatologia na graduação, pois como Professor Visitante não posso ministrar mais de uma matéria. A gente está fazendo o possível para trabalhar com meios ainda precários, mas acreditando que passo a passo se faz caminho e que se aprende de tudo para melhorar. O contato com profissionais de outras universidades e instituições é de grande ajuda, e por isso também fazemos visitas técnicas a Laboratórios como o BIOCLIMA da UFV.

Equipe do Bioclima-UFV com os professores visitantes da UEFS.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Interoceanica, asfalto para o ecoturismo e o desmatamento

Puerto Maldonado, Peru – Quando Beatriz Yabar Álvarez e seu marido chegaram ao penhasco sombrio com vista para o Rio Tambopata, mal havia uma trilha lamacenta entre seu novo lar e o pequeno porto da mata do município de Puerto Maldonado. Na ocasião, ela não podia saber que o futuro traria uma rodovia polêmica, desenvolvimento e destruição àquele canto remoto do país, onde não havia eletricidade ou telefones, e onde os rios serviam de estradas.

Seis décadas se passaram e ela criou nove filhos na fazenda, onde a família mantinha porcos, gado, galinhas e árvores frutíferas. Seu filho caçula, Percy Balarezo, se lembra de andar por uma hora para chegar à escola localizada no município de Puerto Maldonado, seguindo por uma trilha estreita.


Puerto Maldonado ainda estava na fronteira da Amazônia peruana, conectado à divisa com o Brasil numa direção e com o resto do Peru na outra apenas por uma estrada de terra. Na estação seca, até uma breve viagem deixava os viajantes cobertos por uma poeira avermelhada. Na estação chuvosa, a viagem até Cusco podia levar uma semana ou duas, dependendo da frequência com que o caminhão ficasse atolado ou que quedas de barreiras bloqueassem a estrada. Isso mudou em 2006, quando trabalhadores começaram a asfaltar a estrada através de Madre de Dios até a divisa com o Brasil. Mas enquanto as autoridades governamentais enxergavam o projeto como uma oportunidade de ouro para a economia, os ambientalistas viam a iniciativa como um ataque à verdejante floresta tropical de um dos lugares mais biodiversos da Terra.

Veja o restante da reportagem no link a seguir:

sexta-feira, 4 de abril de 2014

IPCC alerta que pobres serão os mais castigados por mudanças climáticas

Cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, divulgaram na noite deste domingo (30) o segundo capítulo de um relatório sobre o clima e concluíram que são "altamente confiáveis" as previsões de que danos residuais ligados a eventos naturais extremos ocorram em diferentes partes do planeta na segunda metade deste século.
E isso deve acontecer mesmo se houver corte substancial de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos.

Chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas, o texto, que analisou o impacto, adaptação e vulnerabilidade do planeta mediante às mudanças climáticas, aponta ainda que a população pobre, principalmente de países tropicais, como o Brasil, será a mais afetada por situações de seca e inundação, com risco de insegurança alimentar, caso não haja planejamento para adaptar culturas agrícolas às possíveis realidades.
O documento é o segundo volume do quinto Relatório de Avaliação elaborado pelo painel da Organização das Nações Unidas (ONU) e as informações são complementares ao primeiro capítulo do relatório, divulgado em setembro passado, que abordava A Base das Ciências Físicas.


O segundo capítulo do relatório aponta que populações pobres que vivem em regiões costeiras podem sofrer com mortes e interrupções dos meios de subsistência devido ao aumento do nível do mar e que altas temperaturas em localidades semi-áridas poderão causar grandes perdas para agricultores com poucos recursos, o que aumentaria o risco de insegurança alimentar.
Áreas tropicais da África, América do Sul e da Ásia devem sofrer com mais inundações, devido ao aumento de tempestades. Aquelas já vulneráveis, que registram constantemente enchentes e deslizamentos de terra, como o Sudeste do Brasil, podem sofrer graves consequências com o acréscimo do volume de chuvas.

Sobre os recursos hídricos, o texto afirma que há fortes evidências de uma redução da oferta de água potável em territórios subtropicais secos, o que aumentaria disputas pelo uso de bacias hidrográficas – algo semelhante ao que acontece atualmente entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com a disputa pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul para  abastecer o Sistema Cantareira.
O texto estima também uma elevada perda de espécies de plantas e animais pela pressão humana, como a poluição e o desmatamento de florestas, além de redução dos recifes de corais no Caribe e costa de países tropicais, como o Brasil, por conta da acidificação, fenômeno causado pelo excesso de CO2 na atmosfera.






Concurso para Geógrafo no INPE

De 3 a 25 de abril, estão abertas as inscrições do concurso público para a contratação de 14 pesquisadores e 54 tecnologistas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As inscrições devem ser feitas das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30 - exceto sábados, domingos e feriados

Oportunidade
Nos cargos da carreira de Pesquisa, há oportunidades nas áreas de Meteorologia, Oceanografia, Geografia, Ciências Atmosféricas, Ciências Exatas e da Terra, Computação Aplicada, Ciências da Computação, Ciências do Sistema Terrestre, Física, Ciências Matemáticas e Naturais, Ciências Biológicas, Ecologia, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas ou áreas correlatas. A remuneração inicial para os cargos da carreira de Pesquisa pode chegar a R$ 9.828,05 (com doutorado). A seleção terá prova escrita, prova oral de defesa pública de memorial e análise de títulos e currículo. A primeira etapa será realizada no período provável de 19 a 20 de maio - todas as etapas da seleção serão realizadas em São José dos Campos.

Os editais com a descrição das vagas, conteúdo programático, normas e etapas da seleção, bem como todas as informações sobre o concurso público no INPE, estão disponíveis na página:


quinta-feira, 27 de março de 2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

A Importância da água

O bio clima sugere a leitura deste material acerca da água. Acesso a revista pelo  link: http://pdf.ecodebate.com.br/rcman50.pdf