quarta-feira, 27 de agosto de 2014

III SEGEO - Seminário de Geografia


O III Seminário de Geografia tem como tema central “A abordagem multiescalar dos estudos das paisagens”fazendo parte das atividades do grupo de pesquisa intitulado de “Dinâmica das Paisagens”, cadastrado junto ao CNPq.
Este grupo é formado por pesquisadores, envolvendo professores e alunos de Geografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), pretendendo-se expandir e acoplar novos colaboradores.
As linhas de pesquisa conduzidas pelos professores participantes deste grupo, em diferentes departamentos de Geografia do Brasil, visa a valorizar os estudos e a análise da dinâmica das paisagens, elencando temáticas como a Dinâmica Climática (Dinâmica Atmosférica, Clima Urbano, Clima e sítio, Oscilação e Variabilidade Climática); Geomorfologia (Dinâmica do Relevo em diferentes escalas espaço-temporal e de magnitude e frequência); Modelagem Geomorfológica e Hidrossedimentológica (Simulação da evolução e de denudação das paisagens); Paisagem e Memória e; o Ensino das temáticas ambientais.
O grupo pretende contribuir com o desenvolvimento e compreensão dos problemas ambientais, visando um melhor entendimento desses fenômenos, através da análise dos processos operantes, bem como para a superação dos mesmos por meio de divulgação de estudos, propostas de ação e difusão do conhecimento nos diferentes seguimentos escolares.

A realização do III SEGEO acontecerá em Vitória (ES), no Teatro Universitário do Campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), entre os dias 19 e 20 de novembro de 2014, faz parte da agenda de reuniões bianuais dos grupo de pesquisa “Dinâmica das Paisagens”, favorecendo o fortalecimento do grupo em âmbito nacional e promove a permuta de diferentes metodologias e conhecimentos para estudos de Geografia Física no âmbito da Graduação e Pós-Graduação, com evidente aplicação prática para os campos de pesquisa de base, assim como para melhoria da qualidade de vida das sociedades, pela intensificação de estudos das paisagens.

domingo, 24 de agosto de 2014

O homem está trazendo consigo a sexta onda de extinção em massa, acham os cientistas.



Segundo a União Internacional de Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês), 20.934 espécies, das 70.294, estão gravemente ameaçadas. Sem contar as 322 espécies só de vertebrados terrestres já extintas.

A revista Science apareceu com capa dedicada à "Fauna que Desaparece". Segundo Mauro Galetti, da Unesp de Rio Claro (Brasil), um dos autores da primeira pesquisa publicada na revista, a chegada do homem na Terra acarretou um crescimento de mil vezes dos tempos de extinção. É todo um complexo de fatores: a pesca e a caça exagerada, o desmatamento e outras ações humanas que provocam o fenômeno chamado defaunação.

De modo que quando se fala em ecologia, não é só floresta e plantas. Tem que ter em conta a biodiversidade, ou seja, toda a diversidade biológica que existe no mundo. Se bem que os processos naturais são indiscutíveis e necessários e toda espécie tem o seu fim, o homem pode fazer uso de um instrumento para se dar folga e mais vida. Porque muitas coisas que a humanidade faz para se tornar “o dono” do planeta, implicam, na verdade, no seu fim. Não adianta ser dono de terra árida.

Por isso a comunidade mundial deve fazer alguma coisa. E a tão elogiada “via diplomática” é um dos primeiros instrumentos a serem usados à nível político internacional. No entanto, cientistas internacionais estão elaborando mais um instrumento para se opor à extinção, que é a “de-extinção” (de-extinction termo em inglês). Este método está sendo estudado também por um grupo de cientistas russos, que irão tentar reavivar o mamute. Mas isso são planos e projetos, e no entanto, há de ser iniciada uma discussão internacional, afirma o professor Mauro Galetti, cuja entrevista segue abaixo.

Mauro Galetti Rodrigues
Professor Mauro, os dados que o senhor, junto com outros coautores, publicou na revista Science, mostram que há 322 espécies extintas desde 1500, e que agora estamos vivendo a sexta onda de extinção. A humanidade é realmente tão devastadora?

– Sem dúvida. Os pesquisadores têm levantado essa questão já há algum tempo, sobre a velocidade da extinção após o surgimento do ser humano no planeta. Tem-se chegado à conclusão de que a aceleração das extinções só aumentou desde que o homem apareceu. A gente não sabe quando exatamente foi isso, mas temos certeza de que o homem é um dos principais fatores da extinção da biodiversidade hoje no nosso planeta. E essas extinções, segundo as avaliações, aumentaram mais de mil vezes em comparação à extinção natural. Agora, há de se ter consciência de uma coisa: todas as espécies vão ser extintas um dia. A gente sabe que qualquer espécie que evoluíu no nosso planeta deverá ser extinta. Mas a partir do antropoceno, época em que o homem domina o planeta, essas extinções aumentaram mil vezes. Isso por que? Por causa da destruição de ambientes naturais, poluição, mudanças climáticas e muita caça que ainda existe em várias regiões.

Quais são as atividades humanas que mais prejudicam a natureza?

O corte de florestas, tanto para alimentação como para fins medicinais, como para o papel, a caça têm eliminado muitas espécies do nosso planeta.

O que deveria a comunidade mundial fazer nesta situação?

– Hoje em dia uma das coisas que precisam ser colocadas na agenda global sobre a discussão do meio ambiente é a perda de animais. Não só as mudanças climáticas e o desmatamento, mas tão rápido quanto desmatamento e mudanças climáticas acontece o que a gente chama defaunação. Isso tem que ser discutido: como reduzir defaunação no mundo, em agenda política. Seja uma proteção maior às áreas protegidas, seja a proibição do uso de certos tipos de animais, como os elefantes ou os tigres que estão sendo dizimados na África e na Ásia para fins medicinais. Tem que ter um boicote forte para evitar a extinção dessas espécies.

Há umas regiões determinadas em que o problema é maior?

– A gente fez um mapa onde estão os locais do planeta em que mais estão sendo reduzidos os animais. É a região tropical ressaltou nesse mapa por ter mais espécies e porque o desmatamento é muito mais rápido nessas áreas. A defaunação está acontecendo no mundo todo. Mais particularmente forte nos trópicos.

E surgem novas espécies para substituir as extintas?

– Não tem, isso é um grande problema. A gente acha que a tecnologia genética pode restaurar mamute e outros animais. Mas o papel de muitos animais é único no planeta. Há espécies que dispersam sementes, que regeneram a floresta e uma vez que elas são extintas, a floresta perde esse serviço ecológico feito pelos animais de graça. Estas espécies não têm substituição.

Recentemente, surgiram informações sobre projetos de “de-extinção” ou “ressurreição” de espécies extintas, como o mamute. É possível isso?

– A gente tem conversado bastante com essas pessoas que fazem o que é chamado de de-extinction, que é retrazer, trazer de novo os animais extintos. Mas isso ainda é um pouco ficção científica. Tem-se investido muito nesta linha, porque o avanço tecnológico, advindo da tentativa de trazer um animal extinto, é enorme, porque vai ter muita verba para estudar genética, mapeamento genético que a gente faz, mas é muito pouco provável que isso aconteça. E se acontecer, é com pouquíssimas espécies. É uma alternativa para reverter o quadro da refaunação.

O senhor poderia comentar a situação com os animais do Brasil?

– O Brasil tem um papel chave em tudo isso, porque é o país que detém a maior diversidade de animais e plantas no planeta. E também é o país que mais perde animais. Então, é fundamental que o país veja e incorpore na política a proteção dos animais silvestres. Que não só veja floresta, floresta. Floresta é importante, sim, ainda que não tenha muitos animais, mas também há muitas áreas gigantes – na Amazônia, na Mata Atlântica – que não têm animais. Que têm floresta, mas não têm muitos animais.

Podemos, atualmente, imaginar como era o mundo em épocas remotas, o passado da nossa Terra?

– A grande mensagem deste trabalho publicado na revista Science é que o ser humano, destruindo os animais, não vai melhorar a sua qualidade de vida. Muito pelo contrário. Uma boa parte de animais fazem serviço de graça para o ser humano, como a polinização dos alimentos que nós utilizamos, a reciclagem de nutrientes, plantando árvores de graça transportando sementes. O ser humano não poderá sobreviver no planeta sozinho. Ele precisa neste planeta de várias espécies para poder sobreviver. Senão, irá ser o próximo a entrar na lista de animais ameaçados de extinção.

A humanidade é capaz de reduzir o dano?

– Sim, tem de ser mais sustentável. Os consumidores preocupados com isso, hoje são boa parte do mundo, por exemplo, nos países se desenvolve a reciclagem do material plástico, todas essas coisas. Se você compra uma Nutella, por exemplo, ela é feita de óleo de palma. Essa palma vem de plantações monodominantes do sudeste asiático, por exemplo, a floresta de Bornéu ou de Sumatra está sendo destruída para plantar essa palmeira para fazer esse óleo. O consumidor tem que estar atento a esses produtos que não são ecologicamente corretos e evitá-los. E daí vai ser criado um outro tipo de produto para substituir esse óleo de palma para evitar a destruição da floresta. E então, nessa floresta, você vai ver na natureza o orangotango, o leopardo, enfim, todos os animais que esta floresta tem.

E se for possível imaginarmos as gerações futuras que pesquisarão a nossa época, qual seria a comparação?

– Eu acho que seria mais ou menos como a gente tem a nossa opinião dos homens da caverna, que não sabiam de tecnologia, não entendiam o que existia. Hoje, na verdade, a ciência tem informações. O problema não é a falta de informações. As universidades do mundo inteiro conseguem diagnosticar e propor estratégias para um planeta sustentável. A esfera maior, agora, é a política. Como é que nós vamos colocar esta discussão em uma agenda ambiental possível para todo o planeta, para que todos façam parte desta agenda ambiental? A China, a Rússia, a Índia, o Brasil, qualquer país que tenha biodiversidade tem que levar isso em conta na sua agenda ambiental.

LISTAS DE ESPÉCIES AMEAÇADAS EM VIGOR
Instrução Normativa MMA nº 03, de 27 de maio de 2003 - Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção (considerando apenas os seguintes grupos de animais: anfíbios, aves, invertebrados terrestres, mamíferoes e répteis)  
Instrução Normativa MMA nº 05, de 21 de maio de 2004 - Lista Oficial das Espécies de Invertebrados Aquáticos e Peixes Ameaçados de Extinção e Sobreexplotados ou Ameaçados de Sobreextplotação 
Instrução Normativa MMA nº 52, de 08 de novembro de 2005 - Altera os anexos I e II da Instrução Normativa MMA nº 05, de 21 de maio de 2004

LISTAS ANTERIORES
Portaria IBDF nº 303, de 29 de maio de 1968 - Fica instituída a Lista oficial brasileira das espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção no País.
Portaria IBAMA nº 1522, de 19 de dezembro de 1989 - Reconhece a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Nova Edição da Revista do Departamento de Geografia da USP v. 27 (2014



Artigos

CONDICIONANTES CLIMÁTICOS E INTERNAÇÕES POR PNEUMONIA: ESTUDO DE CASO EM RIBEIRÃO PRETO/SP - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0001PDF
Natacha Cíntia Regina Aleixo, João Lima Sant´Anna Neto1-20
CONTRIBUIÇÃO AO PLANEJAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS EM BACIAHIDROGRÁFICA: GEOMORFOLOGIA E FRAGILIDADE GEOAMBIENTAL DA UGRH PARANAPANEMA - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0002PDF
Isabel Cristina Moroz-Caccia Gouveia, Antonio Cezar Leal, Letícia Roberta Trombeta, Rafael da Silva Nunes, Vinícius Bonafin Stoqui21-46
ASPECTOS MORFOESTRUTURAIS E MORFOESCULTURAIS DA SERRA DA CANASTRA E ENTORNO (MG) - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0003PDF
Dhulia Alves de Souza, Silvio Carlos Rodrigues47-66
ANÁLISE MICROCLIMÁTICA NO INTERIOR E FORA DAS FLORESTAS ESTACIONAIS SEMIDECIDUAIS NA ÁREA DA BACIA DA USINA HIDRELÉTRICA DE CAÇU-GO - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0004PDF
Andreia Madeiros de Lima, Zilda de Fátima Mariano67-87
CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA E DO MEIO FÍSICO DA FOLHA ITAPOROROCA 1:25.000 - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0005PDF
Alexandre dos Santos Souza, Max Furrier88-111
A RELEVÂNCIA DA CRIAÇÃO DE UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO NO MORRO GAÚCHO, MUNICÍPIOS DE ARROIO DO MEIO E CAPITÃO/RS - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0006PDF
Bruna Letícia Thomas, Pedro Augusto Thomas, Eliane Maria Foleto112-130
O USO DO MODELO BOX PLOT NA IDENTIFICAÇÃO DE ANOS-PADRÃO SECOS, CHUVOSOS E HABITUAIS NA MICRORREGIÃO DE DOURADOS, MATO GROSSO DO SUL - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0007PDF
Heverton Schneider, Charlei Aparecido da Silva131-146
ANÁLISE DA ATUAÇÃO DO PROGRAMA ESTADUAL DE MICROBACIAS EM SÃO PAULO EM SUAS DUAS FASES (I E II) - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0008PDF
Carlos de Castro Neves Neto, Evandro César Clemente147-169
REFLEXÕES SOBRE A ORGANIZAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL DO TURISMO DE IRATI-PR, SOB ENFOQUE DAS CATEGORIAS ANALÍTICAS GEOGRÁFICAS: LUGAR E PAISAGEM - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0009PDF
Maycon Luiz Tchmolo, Patrícia Denkewicz, Nicolas Floriani170-195
DEFININDO O CARÁTER DE PAISAGENS ETNOGRÁFICAS: A COLÔNIA FAZENDA TRÊS BARRAS NO PARANÁ - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0010PDF
Bruno José Rodrigues Frank, Humberto Tetsuya Yamaki196-210
RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NO PENSAMENTO GEOGRÁFICO: REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0011PDF
Jovenildo Cardoso Rodrigues, Jondison Cardoso Rodrigues211-232
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA COMO MEIO DE IDENTIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE RUÍDO LOCAIS NO CENTRO URBANO DE MARINGÁ/PR - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0012PDF
Erivelto Alves Prudencio, Paulo Fernando Soares, Roney Berti de Oliveira, Vanderly Janeiro233-247
USO NÁUTICO DO TERRITÓRIO E POLÍTICAS DE TURISMO NO BRASIL: TÉCNICA, TRABALHO E INFORMAÇÃO A PARTIR DE MARINAS EM ANGRA DOS REIS/RJ - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0013PDF
Daniel Hauer Queiroz Telles248-281
DESENVOLVIMENTO REGIONAL ENTRE VERTICALIDADES E HORIZONTALIDADES: A AGRICULTURA FAMILIAR EM QUESTÃO - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0014PDF
Erica Karnopp282-295
RELAÇÃO ENTRE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E PRODUTIVIDADE DA CULTURA DE SOJA, NO MUNICÍPIO DE IBIRUBÁ-RS - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0015PDF
Robson Rigão da Silva, Maria da Graça Barros Sartori, Cássio Arthur Wollmann296-314
INTERPRETAÇÃO DO RISCO DE DESASTRES POR ALUNOS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO - DOI: 10.7154/RDG.2014.0027.0016PDF
Luciana de Resende Londe, Erico Soriano, Marcos Pellegrini Coutinho, Víctor Marchezini315-341

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Climogramas - Como Fazer?

O climograma é um gráfico, que representa o comportamento sazonal da temperatura do ar e da pluviosidade, com base em dados com em dados mensais, que são resultado de uma série histórica, que pode ser de   de 30 anos, o que chamamos de normal climatológica. Então você, que ainda tem dúvidas na elaboração de um climograma, veja estes gráficos e faça o seu.





domingo, 17 de agosto de 2014

Imagens do Sudoeste do Paraná e Francisco Beltrão.

A ocupação territorial da região começou ainda no final do século passado. Porém esta foi muito incipiente até a década de 1920, quando aumentou o volume de imigrantes na região. O boom da ocupação deu-se entre as décadas de 1940 e 1980, principalmente entre 1950 e 1970, quando muitos imigrantes advindos do Planalto Gaúcho e do leste Catarinense aportaram na região. Muitos destes imigrantes eram filhos e netos de imigrantes europeus, notadamente italianos e alemães.

Na década de 1950 também ocorreram conflitos importantes na região, que acabaram sendo denominados Revolta dos Colonos ou Revolta dos Posseiros foi um levante realizado por colonos e posseiros armados iniciado em outubro  de 1957, como forma de repúdio aos sérios problemas de colonização da região que se estabeleceu entre posseiros, colonos, companhias de terras grileiras, e os governos federal e estadual.

Os problemas surgiram nas glebas Missões e Chopim, situadas no sudoeste do Paraná, na fronteira com a Argentina e sua origens mais distantes remontam à Guerra do contestado. Desde de dezembro de 1950, quando a companhia de colonização Clevelândia Industrial e Territorial Ltda - CITLA obteve, ilegalmente, um título de domínio de terras que já eram ocupadas por colonos , até a revolta de 1957 a região foi palco atos de violência repugnante: "As ações dos jagunços eram violentas e resultavamem estupros, espancamentos, incêndios, depredações e até mesmo mortes" . Em outubro de 1957, colonos e posseiros tomaram suas cidades e expulsaram as companhias grileiras e os jagunços por estas contratados em outros estados , exigindo que novas autoridades assumissem. A literatura sobe o tema é controvertida. Em 2009 foi feito um documentário A Revolta, com dezenas de depoimentos pessoais dos que viveram pessoalmente essa tragédia.

Apesar da história de ocupação dolorosa, hoje a região demonstra esses traços de ocupação imigrante na paisagem, que agora o Bioclima mostra através das imagens registradas em agosto de 2014.




Igreja matriz de Franscisco Beltrão-Paraná



Torre de Francisco Beltrão

Afluente do rio Marrecas, na área urbana de Francisco Beltrão

Vista panorâmica parcial de Francisco Beltrão
 
Cartaz na Tríplice fronteira: Argentina,. Paraná e Santa Catarina

Divisa Brasil Argentina, em Dionísio - Santa Catarina

Divisa Brasil-Argentina em Santa Catarina


Barracão em Marmeleiro-Paraná














sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Caos no Paraná com as chuvas de 2014

Ao passar da marca de meio milhão de paranaenses prejudicados, a chuva intensa bateu o recorde de vítimas das últimas duas décadas. Também na quantidade de mortos, a semana que passou foi a mais trágica: 11 pessoas tiveram a vida levada pela água. Até então, os 22 anos anteriores de vendavais e enxurradas haviam somado 71 óbitos no estado. A grande enchente de 1983, que deixou 80% de União da Vitória submersa, não causou mortes. E a “ferida” ainda aberta nas encostas do Litoral do Paraná, em março de 2011, deixou quatro mortos.

Outros recordes servem para explicar o rastro de destruição que atingiu, de uma forma ou de outra, um em cada 18 paranaenses. Primeiro, choveu muito, como nunca havia sido registrado em alguns pontos do estado. Em Guarapuava, choveu em poucas horas o equivalente ao mês mais chuvoso dos últimos 50 anos.

A chamada cota milenar foi ultrapassada no Rio Cavernoso, no Centro-Sul, conta o chefe do Departamento de Hidrometria do Instituto das Águas do Paraná, Paulo Eduardo Cavichiolo Franco. A água invadiu a casa de máquinas de quatros pequenas centrais hidrelétricas – situação que a engenharia não conseguiu prever, já que o volume e o nível do rio não deveriam atingir a construção.

Clima

A própria chuva, contínua e espalhada pelo estado todo, já foi um fenômeno poucas vezes visto. Duas massas de ar opostas, uma quase na divisa com São Paulo e outra estacionada em Santa Catarina, pressionaram as nuvens que estavam sobre o Paraná. Sem conseguir avançar, as nuvens derramaram tudo o que tinham acumulado. Assim, não choveu em um ponto isolado, que permitisse a absorção ou o escoamento para áreas menos “molhadas”. A precipitação esparramada foi alimentando a calha dos rios. O Iguaçu recebeu água, em grandes quantidades, da nascente à foz. Em todo o curso do rio, juntando ainda os afluentes, os índices de chuva passaram de 100 milímetros – o que já é bastante para causar estragos.

O resultado foi que, de uma ponta a outra do estado, os prejuízos começaram a aparecer: por deslizamentos de terra, por enxurradas, por alagamentos e por inundações (veja explicação ao lado). Quase a metade das cidades paranaenses registrou algum tipo de dano e 148 tiveram tantos estragos que pediram situação de emergência, em busca de verbas para compensar os problemas. Com rodovias e pontes destruídas e dezenas de casas danificadas, o cálculo dos estragos ainda é vago, mas é apontado na casa de R$ 1 bilhão, outro recorde negativamente batido na última semana.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/chuvas/conteudo.phtml?id=1476563&tit=No-rastro-da-destruicao



Prevenção

Atualmente, o Paraná não tem um sistema ideal para prevenir desastres como o do último fim de semana. Hoje, nenhuma equipe de prevenção de desastres no Paraná consegue tomar medidas específicas quando recebe um alerta de chuvas intensas. Não há um mapa suficientemente preciso para informar quais áreas serão afetadas. “Dizer que vai chover 150 milímetros em Curitiba não significa muita coisa. O ideal é saber o que o volume de água representa em uma determinada região, de acordo com o comportamento do rio, por exemplo, e conhecer quais locais precisam ser evacuadas e em quanto tempo”, explica o capitão Eduardo Gomes Pinheiro, da Defesa Civil do Paraná. Esse levantamento está em curso e deve ficar pronto em dois anos, conta Pinheiro. O mapeamento está sendo realizado pela Mineropar e pelo Águas Paraná. O projeto, orçado em R$ 30 milhões, inclui a instalação de Centro Estadual de Gerenciamento de Risco.





domingo, 10 de agosto de 2014

Ciência para um Planeta Urbano

A UNIVAP será a instituição, que sediará o 18º Encontro de Iniciação Científica, 14º Encontro de Pós-Graduação e 8º INIC Jr da UNIVAP. Como é de tradição de nossa Instituição, abrimos espaço para discussão da produção realizada por nossos alunos de ensino médio/técnico, de graduação e pós-graduação, e por alunos de outras instituições, para a interação, troca de experiências e avanço de vários estudos, com novas perspectivas. O INIC – UNIVAP, como é conhecido, se tornou um evento importante e respeitado na Região e no País. Ano passado, recebemos quase 1100 artigos, de mais de 100 Instituições de Ensino Superior do País. Desse total, 40% dos artigos enviados foram enviados por nossos alunos, o que significa o enorme interesse que o INIC desperta em estudantes de IES de todo País. 

O Tema escolhido para esse ano é "Ciência Para Um Planeta Urbano". A contínua e dinâmica transformação do mundo globalizado tem evidenciado a tendência de deslocamento humanos mais acelerados no território do planeta e promovido a urbanização de inúmeras localidades.