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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nova Edição da RBCLima - n. 15-2015


Artigos

IMPACTS OF LAND COVER AND GREENHOUSE GAS (GHG) CONCENTRATION CHANGES ON THE HYDROLOGICAL CYCLE IN AMAZON BASIN: A REGIONAL CLIMATE MODEL STUDYPDF
Vinícius Machado Rocha, Francis Wagner Silva Correia, Prakki Satyamurty, Saulo Ribeiro de Freitas, Demerval Soares Moreira, Paulo Ricardo Teixeira da Silva, Edson Soares Fialho
INFLUÊNCIA DE ALGUNS PADRÕES DE TELECONEXÃO NA PRECIPITAÇÃO NO NORTE E NORDESTE DO BRASILPDF
Michelle Simões Reboita, Isimar Santos
ANÁLISE MULTIVARIADA DE ÍNDICES CLIMÁTICOS NA AMAZÔNIA OCIDENTALPDF
Daris Correia dos Santos
INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES DO SOLO NA CLIMATOLOGIA DA PREVISÃO SAZONAL DO MODELO ETAPDF
Nicole Resende, Sin Chan Chou
METODOLOGIA PARA CLASSIFICAÇÃO DE ZONEAMENTO AGROCLIMATOLÓGICOPDF
Alixandre Sanquetta Laporti Luppi, Alexandre Rosa Santos, Fernando Coelho Eugênio, Rosembergue Bragança, João Batista Esteves Pelúzio, Raphael Lima Dalfi, Rosane Gomes Silva
ANÁLISE DA VARIABILIDADE PLUVIAL NA UNIDADE DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS DO PARAÍBA DO SUL (UGHRI-2)PDF
Mariana de Paula Costa Moraes, Jonas Teixeira Nery
ÍNDICES DE SATISFAÇÃO DE NECESSIDADE DE ÁGUA PARA O MILHO SEGUNDA SAFRA EM MATO GROSSOPDF
William Fenner, Rivanildo Dallacort, Patrícia Simone Palhana Moreira, Tadeu Miranda de Queiroz, Fernanda Da Silva Ferreira, Thatiany Silva Bento, Marco Antônio Camilo de Carvalho
PRECIPITAÇÃO MENSAL E ANUAL PROVÁVEL NO ESTADO DE SANTA CATARINAPDF
Bruno De Pellegrin Coan, Álvaro José Back, Anderson Vendelino Bonetti
CHUVAS NO RIO GRANDE DO SUL: UM ESTUDO SOBRE AS PRECIPITAÇÕES ACUMULADAS INTENSAS NO ALTO URUGUAI GAÚCHOPDF
Fabio de Oliveira Sanches, Darline Simoni Balen, Roberto Valmir da Silva, Kátia Kellem da Rosa, André Luiz Radünz
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA E COMPORTAMENTO DE ZONAS CLIMÁTICAS LOCAIS EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SPPDF
Érico Masiero, Léa Cristina Lucas de Souza
ANÁLISE DE EPISÓDIOS DE ALAGAMENTOS E INUNDAÇÕES URBANAS NA CIDADE DE SÃO CARLOS A PARTIR DE NOTÍCIAS DE JORNALPDF
Altieris Porfírio LIMA, Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim
O CLIMA EM CIDADE PEQUENA: O SISTEMA TERMODINÂMICO EM JATAÍ (GO)PDF
José Ricardo Rodrigues Rocha, Zilda de Fátima Mariano, Jean Carlos Feltrin, Márcio Rodrigues da Silva

EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA DECENDIAL DE URUSSANGA,SCPDF
Ana Paula Nola Denski, Álvaro José Back

quarta-feira, 15 de abril de 2015

IV Simbioma





O Simpósio sobre Biodiversidade da Mata Atlântica – SIMBIOMA é um evento científico realizado pela Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão – SAMBIO e o Instituto Nacional da Mata Atlântica – INMA em parceria com diversas instituições públicas e privadas, como instrumento para divulgação das pesquisas relacionadas ao Bioma Mata atlântica, propiciando momentos de incentivo a pesquisa, difusão e discussão de trabalhos científicos, relatos de experiência, além de avaliar o impacto atual das pesquisas realizadas.

O II SIMBIOMA realizado em 2013, assim como o primeiro, foi um grande sucesso. Contou com a participação de 192 inscritos, de instituições de ensino e pesquisa de diferentes estados. Durante o evento foram apresentadas 18 palestras/mesas-redondas por pesquisadores de 15 instituições. 39 trabalhos foram submetidos à avaliação da comissão do evento, dentre estes, cinco apresentações orais e 34 painéis científicos.
O III SIMBIOMA, realizado em 2014, teve como tema: “Áreas Protegidas e Biodiversidade”. O evento promoveu debates pertinentes à conservação da Biodiversidade do Corredor Central da Mata Atlântica, e a troca de experiências e informações entre pesquisadores, profissionais e gestores de áreas protegidas, contribuindo assim para o fortalecimento destas áreas no país.

O IV SIMBIOMA será realizado nos dias dias 21 a 24 de Maio de 2015, com o tema: “INMA – Desafios e perspectivas para a Conservação da Mata Atlântica” e visa levantar questões pertinentes sobre a conservação deste bioma, com a participação de pesquisadores de inúmeros estados da Mata Atlântica brasileira. Poderão assim falar das pesquisas em seu Estado e do que esperam do Instituto Nacional da Mata Atlântica. O evento está voltado para discentes e docentes dos cursos de Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Ambiental e Florestal e áreas afins, profissionais pesquisadores da área e demais interessados. O Simpósio visa criar um ambiente para a promoção do estado da arte e debate dos principais desafios, estratégias de ensino, perspectivas e avanços científicos na área de no que tange à biodiversidade da Mata Atlântica.

terça-feira, 14 de abril de 2015

XI Enanpege 2015 - Presidente Prudente (SP) - 9 a 12 de outubro de 2015

O sistema de pós-graduação no Brasil, em níveis de doutorado, mestrado e mestrado profissionalizante. Focando especificamente a Geografia, eram 29 doutorados e 55 mestrados em fevereiro de 2015 que se localizavam em todas as grandes regiões do país. Podemos fazer um paralelo que consolida o tema deste evento, que se pauta na produção geográfica com a diversidade e complexidade geográfica que se produz no Brasil, cujo território apresenta incontáveis possibilidades de análise, interpretação e ação. O objetivo principal do XI ENANPEGE é oferecer espaço e ocasião para que os geógrafos ligados aos Programas de Pós Graduação em Geografia exponham seus pontos de vista, suas teorias e suas práticas na produção do conhecimento geográfico e como se propõem a participar propositivamente das transformações espaciais e territoriais do Brasil.
Outro aspecto importante a se considerar é a multiplicidade de escalas e dimensões que norteiam as possibilidades da análise e da ação. Como a área da Geografia se multiplica, em sua constituição histórica, em muitas subáreas e especializações, dando lugar, por sua profícua formação de novos pesquisadores, ao surgimento de novos temas, novas metodologias, à construção de novos conceitos e ao aprimoramento teórico e inovador em todos os cantos do vasto território brasileiro.
Ter a oportunidade de reunir um grande número de geógrafos, do Brasil e do exterior, de diferentes níveis de formação, com diferentes aspirações teóricas, com diferentes visões de uso do instrumental que redefine, constantemente, as linguagens geográficas, é importante para falar, ouvir, ver, observar, comparar, analisar, sintetizar e, de maneira mais resumida, aprender e ensinar, ensinar e aprender. Os eventos existem para que as pessoas apresentem suas ideias e conheçam as ideias dos outros. As mesas redondas, os grupos de trabalho, as sessões de pôsteres e os lançamentos de livro formam os momentos para se cuidar da ciência. As reuniões de coordenadores, pesquisadores, pós-graduandos e editores ganham dimensão política para tratar das semelhanças e diferenças entre concepções e ações dos geógrafos em seus ambientes de trabalho e pesquisa. A alegria, que deve permear todo o evento, ganha tempo na festa, pois todos poderão se divertir em momentos de regozijo por estarem juntos.
É com o espírito de debate das ideias que, acreditamos, podemos continuar o que vem sendo realizado em todos os encontros da ANPEGE. Parafraseando a apresentação do X ENANPEGE, “o papel da Geografia sempre foi o de interpretar a rede complexa que envolve a produção social do espaço, em suas várias dimensões e escalas, funcionando nesta engrenagem como uma ferramenta capaz de compreender a imbricada trama das lógicas socioespaciais e, por isso mesmo, de orientar as ações sobre as dinâmicas territoriais”.
O convite para que todos os geógrafos empenhados na qualificação da produção geográfica é o nosso objetivo neste momento. Que venham participar, coletivamente, da construção de um espaço de encontro e discussão, de divulgação do conhecimento e da ação, de falar e de ouvir, de ouvir e analisar, de analisar e propor.


O tema central é: A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA  BRASILEIRA: ESCALAS
E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO, norteará  as temáticas debatidas nas Mesas Redondas e nos Grupos de Trabalho (GTs).

Informações sobre os GTs estão disponíveis na página do evento, assim
como a programação das atividades:
www.enanpege.ggf.br/2015
.
Início das inscrições e submissão de trabalho: 06/04/2015




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Giramundo - REvista do Colégio Pedro II

Bom dia, Galera...

Comunicamos com alegria, o lançamento da segunda edição da GIRAMUNDO: Revista de Geografia do Colégio Pedro II.
Neste número são apresentados artigos que tratam da reforma curricular de Buenos Aires, do ENEM como uma política de escala, das permanências e mudanças da abordagem regional na geografia escolar, da relevância de estudar Rio de Janeiro no Ensino Médio, da construção de uma imagem de Brasil nos livros didáticos na Primeira República, do lugar da escola na cidade e das modalidades de educação que ocorrem “para além dos muros da escola”.
Além dos artigos, há uma seção reservada à divulgação de práticas pedagógicas sobre tema previamente definido.
Na edição atual o tema foi Geografia Urbana (Skate, Funk e Grafite foram alguns dos temas abordados), para a próxima estamos recebendo contribuições que abordem o uso de novas tecnologias nas aulas de Geografia.
A segunda edição conta ainda com uma entrevista com o professor João Rua e uma resenha do livro Geografia em Quadrinhos. Convidamos a todos para acessar, divulgar e debater seu conteúdo, bem como submeter suas contribuições para os próximos números. O prazo para o envio das contribuições para a terceira edição da revista é dia 31/05/2015. Contudo, a revista possui fluxo contínuo de recebimento de artigos.
 
 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Entrevista com o Prof. Ranyere Nóbrega da UFPE

Bom dia, a todos os leitores interessados na Climatologia. Depois de longo tempo, estamos hoje, felizmente, publicando a mais recente entrevista realizada pelo Bioclima, como Prof. Ranyere Nóbrega do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco, que também tem um blog, onde discute as questões climáticas: http://climabr.blogspot.com.br/

O Professor Ranyere - UFPE, possui graduação em Meteorologia pela Universidade Federal da Paraíba (2001), mestrado em Meteorologia pela Universidade Federal de Campina Grande (2003) e doutorado em Meteorologia pela Universidade Federal de Campina Grande (2008). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia Dinâmica, atuando principalmente nos seguintes temas: precipitação, meio ambiente, amazônia, desenvolvimento sustentável e modelagem hidrometeorológica

Boa leitura a todos.

Professor Dr. Ranyere -UFPE.
Entrevista ao Blog de Biogeografia e Climatologia da Universidade Federal de Viçosa-MG. Data Abril de 2015.

Professor Dr. Ranyere -UFPE. 

Entrevista ao Blog de Biogeografia e Climatologia da Universidade Federal de Viçosa-MG. 


1. Bioclima: Prof. Ranyere, o nosso blog tem muitas acesso de alunos do ensino médio e fundamental. Então a primeira pergunta vem dentro do contexto da variação sazonal. A cidade de Recife. Qual é o seu comportamento sazonal, quanto à pluviosidade e a temperatura são iguais ao sudeste e centro oeste brasileiro? 

R: A cidade de Recife tem algumas peculiaridades climáticas que podem ser surpresas para alguns, e esta primeira pergunta é muito pertinente. Com relação a sazonalidade da pluviosidade, há dois períodos bem definidos ao longo do ano, o chuvoso, de março a agosto, e o seco, entre outubro e janeiro, sendo os meses de setembro e janeiro considerados de transição entre os períodos. 

Neste contexto, fica claro um aspecto climático do nordeste brasileiro, há considerável variabilidade sazonal da chuva. Os 7 meses do período chuvoso são responsáveis por quase 80% da chuva média anual em Recife, enquanto os 4 meses do período seco, representam, em média, pouco mais de 10% da chuva anual. Em se tratando de volume de precipitação anual, Recife possui valores próximos de cidades da região Norte, com mais de 2.400mm anuais, pelas normais climatológicas do INMET, superior as cidades do Sudeste e Sul do país, estando entre as 10 mais chuvosas da série de 69/90 do INMET. 

Com relação a temperatura, o grande destaque de Recife, é a pequena amplitude térmica anual e diária, devido ao fator da maritimidade. Com temperatura média anual de aproximadamente 25,5º C, a mínima média é 21,8º C e a máxima de 29,2º C. Não há período frio sazonalmente. As temperaturas diminuem pouco durante o inverno austral, mas devido ao aumento da nebulosidade, coincidindo com o período chuvoso. Não há presenças de massa de ar fria, o que ocorre é a diminuição da radiação solar incidente sobre a superfície por causa da nebulosidade. Agora quando pensamos em Nordeste e temperatura máxima, por exemplo, os valores médios de Recife ficam abaixo de muitas cidades do Sudeste brasileiro, inclusive mineiras e paulistas. Enquanto em Aimorés, a Tmáxima média é de 33,9 em fevereiro, em Recife é de 30,2 no mesmo mês. Em compensação, na mesma cidade mineira, a mínima pode chegar aos 15º C durante o inverno, e em Recife não ultrapassa o valor de 20º C, em média. 


2. Bioclima: Em relação aos problemas ambientais. O nordeste vem sofrendo com a desertificação. O senhor poderia nos dar um panorama do atual estágio deste processo e as dificuldades de combatê-lo, no atual contexto em que o Brasil vive de políticas públicas fragmentadas e desarticuladas. 

R: O problema de desertificação no nordeste e a potencial ampliação das dimensões dos núcleos estão, sem dúvida, atrelados às políticas públicas. Algumas características de uso e ocupação do solo produzem degradações ambientais que potencializam as características pedoclimáticas naturais até desencadear o processo de desertificação. Vejamos o exemplo do núcleo de Cabrobó, localizado em Pernambuco. Talvez alguns não imaginem que neste núcleo tenha uma das maiores produções de cebola do Estado. Mas não é apenas cebola, tem arroz, manga, melancia, banana, entre outras. Em um núcleo de desertificação? 

Pois é, porque este núcleo é recortado ao Sul pelo rio São Francisco, então há água para irrigação. Mas, esta irrigação sendo realizada de maneira descontrolada, em um solo salino em quase toda a totalidade, favorece a concentração do cloreto de sódio superficial após a evaporação, tornando uma determinada área rural improdutiva em quatro a cinco ciclos de produção da cultura agrícola. E outra área será degradada para a prática agrícola. Há também o sobrepastoreio, com a presença de gado, em uma região onde deveria haver mais caprinos, entre outros problemas ambientais. No entanto, é importante destacar, neste espaço, que há uma discussão atual sobre a constituição dos núcleos de desertificação. Esta discussão é baseada em trabalhos de campo e monitoramento por sensores remotos que investigam a escala de desertificação dentro dos núcleos. Resultados preliminares vêm indicando que a alguns núcleos foram assim constituídos mais por questões políticas do que ambientais. Esta é uma discussão que ainda terá muito, mas muito o que debater. 


SANTANA, M. O. Atlas das áreas susceptíveis à desertificação do Brasil. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2008

3. Bioclima: O processo de verticalização em Recife, uma cidade litorânea, já é capaz de formar ilhas de calor? O senhor poderia exemplificar? 

R: Sim. De fato o intenso processo de verticalização tem formado ilhas de calor com magnitude de até 10º C em determinadas localidades e horários do dia. Por ser litorânea, o processo de verticalização ocorre principalmente no sentido norte-sul. Mas, a ocupação histórica e a produção do espaço atualmente fazem com que as ilhas de calor na cidade sejam multinucleadas, com diversas ilhas ,não apresentando a clássica formação, do centro para periferia. 

4. Bioclima: Agora falando sobre a questão de clima e risco, o Professor poderia nos falar um pouco dessa relação, dentro do contexto urbano, como a cidade de Recife. 
Esta relação clima-risco em Recife, os deslizamentos e a alagamentos urbanos são os principais impactos. Como grande parte do volume de precipitação está concentrada em poucos meses, a infiltração da água lança a capacidade decampo rapidamente, de modo que a impermeabilização e a retirada de vegetação natural, por exemplo, fragilizam as áreas de morro e potencializam o acumulo de água nas áreas de planície. 

Não obstante, surgem os problemas de infraestrutura urbana e saneamento, que são consideráveis para uma região metropolitana da magnitude que é, mesmo comparando com outras metrópoles brasileiras e considerando os problemas intrínsecos a elas. As consequências são vítimas todos os anos, caos nos transportes terrestres, proliferação de doenças, entre outras. Como um dos principais mecanismos produtores de chuva é a brisa, devido a atuação da mTa durante o inverno, praticamente todas as noites do período chuvoso há precipitação fraca, entre as horas 21:00hs as 09:00hs. 

O solo vai absorvendo água até encharcar. Com condições de mesoescala favoráveis a precipitação, ao chegar uma onda de leste (o principal sistema produtor de chuva de Recife), a intensidade da chuva aumenta de maneira considerável e o risco aumenta pelo fator natural. Para dificultar, as ondas de leste são sistemas de difícil previsão meteorológica, e os sistemas de alertas apresentam dificuldades, sobretudo ao prever a magnitude do sistema. 


5. Bioclima: Para finalizar. Prof. Ranyere, o Professor Edmon Nimer, explica em seu livro Climatologia do Brasil, editado em 1979, que o nordeste tinha o seu caráter mais seco em função da chegada das massas de ar sem força ao sertão nordestino, fazendo uma analogia ao ponto final de ônibus. Hoje, a luz dos avanços das pesquisas meteorológicas e da criação de sistemas de monitoramento da Amazônia, qual é o atual estágio de compreensão da situação da dinâmica dos sistemas atmosféricos que controlam a variabilidade sazonal da pluviosidade e da temperatura nas sub-regiões nordestinas. 

Cada vez que eu releio um livro ou texto clássico da climatologia, fico mais impressionado como os autores conseguiam enxergar a relação clima e fisiologia da paisagem sem tantos recursos tecnológicos como tempos hoje. E ainda mais impressionados com o empirismo dos processos físicos. Sem dúvida, a topografia é importante fator geográfico na produção do, como o próprio Nimer denomina, complexo climático do nordeste e sua extraordinária variedade climática. 

Os avanços tecnológicos permitem atualmente uma gama de informações muito mais ampla, refletindo também em avanços conceituais, porém, as gêneses dos conceitos pretéritos não são desfeitas, mas “moldadas”. Por exemplo, o autor comenta sobre o aspecto do vórtice anticiclônico da mTa, mas não tinha como ter conhecimento claros sobre a ocorrência de vórtices ciclonônicos em altos níveis que produzem contrastes acentuados de precipitação no Nordeste, com chuvas nas bordas do sistema e secura no centro. Sistemas transientes, que podem ocorrer em um determinado intervalo de tempo sobre uma localidade e em outro não, fazendo com que as chuvas no sertão nordestino funcionem como uma loteria em alguns momentos. 

Mas, a extensão do território nordestino, tanto latitudinal, quanto longitudinal e a diversidade geomorfológica alteram as características de massas de ar ao passar na região, e esta modificação no espaço geográfico produz alterações na instabilidade atmosférica (que é uma das três principais condições para a formação de chuva), como o autor colocou no livro, algumas vezes usando termos que foram revistos. 

Então, por fim, a compreensão avançou no sentido de uma climatologia dinâmica, contemporânea, porque apesar das limitações dos autores pretéritos, a conceituação vem sendo moldada advindo dos conhecimentos oriundos de fontes de dados modernas. O que faltava era a explicação para os ritmos e arritmias climáticas e uma melhor compreensão da relação entre oceano e atmosfera e as variabilidades interanuais da chuva.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Trabalho de campo de Clima Urbano - Abril 2015 - Reconhecendo o sítio

Bom dia, meus caros. Hoje divulgamos as imagens do campo, que realizamos no maciço central de Vitória, onde pode-se visualizar grande parte da cidade, bem como a grande Vitória. Aproveitem. Espero que gostem.
Antes leiam o fragmento de texto a tese - Modernidade e assimetrias na paisagem: A fragmentação de ecossistemas naturais e humanos na baía noroeste de Vitória-ES.

Autor: Isabela Batalha Barbosa.


Dissertação de mestrado. FAAUSP – 2004.