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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Campo térmico de Viçosa no verão de 2014

O presente trabalho é parte do desenvolvimento do projeto Transformações e conformações de uma paisagem em (re)construção: O Caso de Viçosa-MG, que objetiva analisar como se organiza o campo termohigrométrico e sua variação entre campo-cidade. Esta comunicação irá abordar as diferenças térmicas entre campo e cidade com base em uma análise de dados coletados a partir da instalação de termohigrômetros dataloggers da marca HOBO, modelo U10-003, em 14 pontos fixos distribuídos no município de Viçosa-MG, abarcando áreas do centro da cidade, periferia e zona rural, durante 61 dias de situação sazonal de verão.

Leia o trabalho na íntegra no link: http://www.igc.ufmg.br/portaldeperiodicos/index.php/geografias/article/view/640/500





terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ECOLOGIA SEM NATUREZA


Hoje é fácil fazer graça com a noção de Francis Fukuyama a respeito do fim da história, desenvolvida nos anos 90. Mas estamos cientes que a maioria de nós aceita o capitalismo liberal democrático como a fórmula final encontrada para a melhor sociedade possível? Até mesmo grande parte da esquerda atual propõe apenas fazer um pouco melhor: “mais serviços sociais para os desprivilegiados”, “mais tolerância” e por aí vai.
Porém, praticamente ninguém questiona fundamentos básicos. A democracia política é um fórum definitivo? Precisamos de um estado? O capitalismo sobreviverá? Todas essas questões formuladas nos anos 70 acabaram por desaparecer. Eu traduziria a atual situação em apenas uma pergunta: aceitamos essa naturalização do capitalismo ou o capitalismo global contém alguns antagonismos fortes o suficiente para prevenir sua reprodução indefinida?
A razão pela qual me mantive marxista não é pela crença numa nova classe operária conduzida pelo partido leninista. Sou pessimista. Vejo na atual constelação global quatro antagonismos nos quais os problemas não podem ser resolvidos automaticamente a longo prazo, dentro da estrutura capitalista da democracia liberal.

Leia a reportagem na íntegra no site a seguir:
http://revistacentro.org/index.php/zizek/


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

El Niño mais forte da história. Será mesmo?

Nas últimas semanas fomos bombardeados por notícias vindas de todas as partes sobre a possibilidade do El Niño de 2015 ser o mais forte da história. A OMM (Organização Mundial de Meteorologia) ligada à ONU, divulgou em seus relatórios que o fenômeno será o mais forte dos últimos 15 anos e deverá ter seu apogeu nesse mês de dezembro. Para entender essas afirmações é importante ressaltar que em 1997 as temperaturas das águas na região central do Oceano Pacífico atingiram valores 2,5°C acima da média e no mês passado esse valor chegou a 3,0°C. Porém, na média do trimestre (outubro/novembro/dezembro) o valor está 0,2°C abaixo do registrado no mesmo período de 1997. Isso seria um sinônimo de que o El Niño deste ano não será o maior da história, mas sim, o maior dos últimos 15 anos.



Mas quais os verdadeiros impactos que esse El Niño irá trazer para a agricultura e para a população urbana? Independentemente se ele será o mais forte da história ou dos últimos 15 anos, os impactos serão os mesmos em todo o planeta. Mas, antes de mencioná-los é necessário esclarecer que o El Niño de 2015 não começou na primavera, sua influência sobre o clima foi percebida desde o final do verão desse ano.

Globalmente, o El Niño intensifica os extremos, ou seja, deixa a região chuvosa com mais chuvas, e as regiões onde normalmente são secas, com a estiagem mais agravada. Além disso, os efeitos são diferentes em cada região do planeta. Na Ásia e na Oceania a tendência é de pouca chuva e temperaturas mais frias. Na parte sul da América do Sul e norte da América do Norte a tendência é de chuvas acima da média. Já na faixa central das Américas a tendência é de chuvas abaixo da média e temperaturas extremamente altas. Isso explica porque chove muito no Sul, enquanto em toda a faixa central e norte do Brasil as chuvas estão irregulares e há até mesmo um período mais seco em algumas localidades.

Houve quebras na produção de culturas de trigo e milho da Rússia, Ucrânia e China, do arroz da Tailândia e Vietnã e da cana de açúcar na Índia, além das quebras na produção de açúcar em países da América Central. Tudo isso, por conta da ausência de chuvas regulares e em bons volumes. Já nos Estados Unidos e Canadá a chuva acima da média e regular favoreceu a produção e com isso houve uma excelente safra. Enquanto no Brasil, chuvas acima da média no Sul destruíram as produções de trigo.

Mas e daqui para frente, o que se pode esperar do El Niño ? Independente da sua intensidade seus efeitos já estão sendo sentidos e continuarão nos próximos 60 ou até 90 dias. Assim, o que já vem ocorrendo não irá mudar muito. O Sul vai continuar com muita chuva, precipitações regulares, frentes frias que passam frequentemente sobre a região e provocam chuvas acima da média em todas as microrregiões sulistas, incluindo nesse bloco a faixa sul do Mato Grosso do Sul.

Já em todo o Sudeste, Centro-Oeste, MATOPIBA e Pará as chuvas continuarão irregulares, como já vem ocorrendo. E as áreas que mais irão sentir os efeitos negativos do El Niño serão o semiárido e o sertão nordestino, pois nessas regiões a tendência é que as chuvas fiquem mais fracas e espaças, e agravem ainda mais a condição de seca.

As chuvas acima da média no Sul irão resultar numa condição muito boa para a produção agrícola, mas por outro lado, irão manter as condições bastante favoráveis à proliferação de doenças, por isso, já são observados focos de doenças nessa região, bem antes das demais e isso poderá ser um entrave na produção agrícola. Uma vez que chuvas mais regulares também dificultam a aplicação de defensivos.

No Sudeste e Centro-Oeste chuvas muito irregulares dificultam as tomadas de decisões dos produtores. Mas de certa forma, como há essa forçante para chuvas, elas irão ocorrer, mas de forma muito irregular, ora chove numa parte do município, ora noutra. Até mesmo dentro de uma única propriedade poderá ser sentida essa irregularidade. Mas uma coisa que ninguém conta é que independentemente do fenômeno climático e da sua intensidade, esses não influenciam o clima durante o verão no Sudeste e Centro-Oeste. As regiões sul do Oceano Pacífico e todo o Atlântico tem um peso muito maior sobre o regime de chuvas do que a região Equatorial do Pacífico. E segundo os modelos de previsão poderão vir a ocorrer bloqueios atmosféricos sobre essas regiões devido ao aquecimento muito acima da média do Pacífico Sul. Assim, nada impede que a segunda quinzena de janeiro e os primeiros dias de fevereiro possam ser mais secos.

No MATOPIBA, para uma análise mais precisa é necessário dividir a região, o oeste da Bahia, assim como o Tocantins terá chuvas mais regulares e um pouco abaixo da média, já no Piauí e leste do Maranhão poderá ter um período mais seco do que as demais regiões, uma vez que choverá muito no Sul do Brasil, vão faltar precipitações no Norte. Não há como chover bem nos dois extremos do Brasil ao mesmo tempo, infelizmente. Com isso, não só o sertão nordestino como também essas duas regiões irão ser a mais impactadas pelo El Niño. Assim, chuvas irregulares irão ocorrer tanto no sertão nordestino quanto no Piauí e leste do Maranhão, e podem gerar perdas significativas nessas regiões. O agravante é que essas localidades já tem um histórico de 4 anos de perdas.


Marco Antonio dos Santos é agrometeorologista, graduado como engenheiro agrônomo pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia Manoel Carlos Gonçalves, mestre em agrometeorologia pelo IAC, doutor em agrometeorologia pela ESALQ e consultor no segmento agrometeorológico para as empresas: de insumos, trades e bancos. Desde 2008 é colaborador da Somar Meteorologia.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Apresentação

A 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) ocorrerá de 03 a 09 de julho de 2016, no campus Sosígenes Costa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro, BA.
Realizada desde 1948, com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, a Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.
A programação científica é, geralmente, composta por conferências, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Também são realizadas outras atividades, como a SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do ensino básico), a ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia) e a SBPC Cultural (apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura).
A cada ano a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas - cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes.

Sustentabilidade e tecnologias para a integração social é o tema central da 68ª Reunião Anual da SBPC.Realizada desde 1948, com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, a Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

Realização:


domingo, 24 de janeiro de 2016

FENÔMENO EL NIÑO ATINGE CATEGORIA MUITO FORTE

A previsão por consenso, elaborada para o trimestre JFM/2016, indica maior probabilidade do total de chuva ocorrer na categoria abaixo da normal climatológica em grande parte das Regiões Norte e Nordeste, com distribuição de probabilidade de 20%, 30% e 50% (correspondendo às categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica) para o nordeste do Amazonas, Roraima, Amapá centro-norte do Pará e do Maranhão; e de 25%, 35% e 40% na área que compreende o setor central do Amazonas, norte de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, extremo norte de Minas Gerais, centro-norte e oeste da Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e os sertões da Paraíba e Pernambuco. Para o sul do Mato Grosso do Sul, extremo sul de São Paulo e toda a Região Sul, a previsão indica maior probabilidade de totais pluviométricos no trimestre na categoria acima da normal climatológica, com distribuição de 45%, 35% e 20% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. As demais áreas do País (área cinza do mapa) apresentam baixa previsibilidade para o período, o que implica igual probabilidade para as três categorias. É importante mencionar que a maioria dos modelos numéricos avaliados reproduziu a atual condição de El Niño, principalmente no que se refere aos resultados da previsão de anomalia de precipitação sobre a América do Sul. Ainda para o trimestre JFM/2016, a previsão por consenso indica maior probabilidade de temperaturas acima da média em quase todo o País. Para a Região Sul, as temperaturas podem ocorrer em torno a acima dos valores normais.
Fonte: http://clima1.cptec.inpe.br/


Enquanto isso as chuvas no Brasil se avoluma e acumulam. 
Veja a distribuição entre os dia 1 e 24 de Janeiro de 2016.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Publicação da Revista Tamoios v. 11

A revista Revista Tamoios acaba de publicar seu último número, disponível em http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/tamoios. Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.

Artigos

UNDERSTANDING “GEOPOLITICS” IN AN ERA OF GLOBALIZATION04-21
John Agnew
GEOGRAFIA DA MINERAÇÃO DE OURO NO MUNDO DA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA22-49
Luiz Jardim de Moraes Wanderley
CONSIDERAÇÕES SOBRE O IMPERIALISMO NA TRADIÇÃO DA TEORIA MARXISTA DA GEOGRAFIA50-66
Paulo Godoy
A "CRISE HÍDRICA" NO SUDESTE DO BRASIL: ASPECTOS CLIMÁTICOS E REPERCUSSÕES AMBIENTAIS67-83
Carlos Henrique Jardim
CONTRIBUIÇÃO AO ENTENDIMENTO DA SENSIBILIDADE AMBIENTAL AO DERRAMAMENTO DE ÓLEO NO LITORAL DE MARICÁ NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO84-101
Érika Cardoso da Silva Baptista
A GEOGRAFIA E O ESTUDO DO ESPAÇO E DO TEMPO: A CONTRIBUIÇÃO DE OUTRAS CIÊNCIAS (UMA NOTA CRÍTICA)102-112
Marquessuel Dantas de Souza
RESGATE HISTORIOGRÁFICO DA GEOGRAFIA ESCOLAR: OS ESTUDOS SOCIAIS NOS MANUAIS ESCOLARES DE HERMANTINA RICCIOPPO113-136
Diego Carlos Pereira
REALIDADE VIRTUAL E GEOGRAFIA:O CASO DO GOOGLE CARDBOARD GLASSES PARA O ENSINO137-148
Phillipe Valente Cardoso, Kairo da Silva Santos
APLICAÇÃO DAS GEOTECNOLOGIAS NA PRODUÇÃO DE EXERCÍCIOS VOLTADOS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA: UM ESTUDO DE CASO PARA A ILHA DO GOVERNADOR – RJ149-158
Barbara Figueiredo de Oliveira, Fabiana Lopes Ferreira, Vinicius da Silva Seabra
MULTIFUNCIONALIDADE DE AGRICULTURA FAMILIAR NO DISTRITO DE CHIBUTO159-176
Mussá A. Remane

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Temporais atingem 2,3 mil pessoas em Minas Gerais.

Temporais causam inundações em Minas e expulsam de casa mais de 2,3 mil pessoas
Chuvas provocam deslizamentos e enchentes em diversos municípios mineiros, deixando 1.636 pessoas desalojadas e 681 desabrigadas. Cinco cidades decretam estado de emergência.




Depois de longo período de estiagem, Minas enfrenta os transtornos de um janeiro chuvoso com registro pluviométrico acima de médias históricas em dezenas de municípios (veja quadro). Se há um ano a escassez hídrica levou o governador Fernando Pimentel a anunciar ações emergenciais para evitar um racionamento, neste mês, são os deslizamentos, transbordamentos e enchentes que preocupam as autoridades estaduais. Cinco municípios decretaram estado de emergência. As últimas cidades a pedir ajuda ao governo estadual devido às chuvas torrenciais foram Itamonte, no Sul de Minas Gerais, Sabará e Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Itanhomi, no Vale do Rio Doce, e Palma, na Zona da Mata, decretaram situação de emergência no fim do ano passado.

Fonte: