sexta-feira, 25 de abril de 2014

Encontro de coleções biológicas

De 20 a 23 de maio, o Instituto Vital Brazil e a Rede Vital para o Brasil trazem pesquisadores nacionais e internacionais, representantes das políticas públicas e estudantes para o Encontro Nacional sobre Coleções Biológicas e suas Interfaces no Rio de Janeiro. A proposta é discutir a relevância das coleções biológicas de animais peçonhentos do país.

O evento é dividido em minicursos, mesas-redondas, palestras e apresentações de trabalhos científicos. “Temas ligados aos acidentes com animais peçonhentos são prioridade na missão do Instituto Vital Brazil e da Rede Vital Para o Brasil, entidades envolvidas na realização do Encontro”, disse Breno Handam, Curador da Coleção Científica do Instituto Vital Brazil e parte da Comissão Organizadora do Encontro.



A iniciativa servirá para ampliar a consciência do público em geral de que as coleções biológicas são ferramentas importantes, muitas vezes únicas, sobretudo, quando aplicadas a outras áreas do conhecimento como a sistemática, ecologia, biogeografia, saúde pública e ambiental. Também serão abordadas questões relacionadas à gestão das coleções científicas dentro do cenário nacional, com reflexões sobre como elevar a qualidade das atividades inerentes ao tema e seus profissionais no país. A programação completa e o formulário de inscrição já estão disponíveis na 



Coleção Científica do Instituto Vital Brazil 
A coleção científica do Instituto Vital Brazil tem sua origem na fundação da instituição, em 1919. A partir de 1923, com a vinda do pesquisador francês Jean Veillard, foi iniciada a catalogação dos exemplares obtidos para os estudos relativos aos animais peçonhentos. A partir do início da década de 1940, o médico Otílio Machado organizou a coleção na sala da antiga divisão de Zoologia Médica do Instituto, como apoio ao ensaio da Zoologia e à exposição ao público. 

A coleção teve vários avanços com o passar do tempo e atualmente conta com cerca de 3 mil exemplares entre serpentes, lagartos, quelônios, anfíbios, artrópodes, crânios, hemipênis e tecido (DNA). O acervo ajuda a contar a história do Instituto, da ocupação da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro e da história do próprio país. Compõem o acervo espécies da fauna fluminense, assim como exemplares de outros estados brasileiros. O material pode ser consultado por profissionais e estudantes de todo o país que queiram usar a coleção como objeto de pesquisa. 

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