segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

IX ENCONTRO PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL


IX ENCONTRO PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
13 a 16 de agosto de 2017
PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
Democracia, políticas públicas e práticas educativas




O Encontro Nacional de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA) é um evento bienal promovido por diferentes grupos de pesquisa. Sua nona edição será realizada de 13 a 16 de agosto de 2017 em Juiz de Fora, Minas Gerais, no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Desde 2001 o EPEA vem reunindo e favorecendo a interação entre os pesquisadores de diferentes áreas, com a finalidade de discutir trabalhos de pesquisa recentes e temas de interesse à educação ambiental (EA). Os objetivos que têm norteado a organização e condução dos encontros são:
Discutir, analisar e divulgar trabalhos de pesquisa em EA;
Aprofundar as discussões sobre as abordagens epistemológicas e metodológicas das pesquisas em EA;
Identificar práticas de pesquisa em EA que vêm sendo desenvolvidas no âmbito dos programas de pós-graduação e em outros espaços institucionais e não-institucionais.



O IX EPEA toma como foco a relação entre democracia, políticas públicas e práticas educativas, considerando as questões contemporâneas que atravessam tal relação e que encontram acolhida em diversos grupos de pesquisas do campo da educação ambiental no país.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Nova Edição da Revista Espinhaço.

Revista Espinhaço (ISSN: 2317-0611) é editada por professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), localizada em Diamantina, Minas Gerais, Brasil. Publicada semestralmente, a revista foi lançada na segunda metade de 2012 e está aberta para o recebimento de artigos científicos originais, traduções de artigos, resenhas de livros e entrevistas nas áreas da Geografia e das Geociências. Espinhaço tem caráter interdisciplinar e recebe contribuições de profissionais de todas as áreas do conhecimento.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Chuvas em Minas Gerais... Um prenúncio de mais prolemas...

Chuva volumosa entre MG, RJ e ES





Fonte: Climatempo.

Na última quarta-feira, 14, as áreas de instabilidade que estavam sobre o Sudeste foram reforçadas pela chegada de uma frente fria. Nuvens de tempestades se formaram entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e despejaram muita chuva em algumas áreas. De acordo com medições do INMET, entre 06h de quarta e 06h desta quinta-feira foram acumulados 197 mm de chuva em Teresópolis e 140 mm em Petrópolis, ambas cidades da serra do Rio de Janeiro, e 111 mm em Alegre, no sul do Espírito Santo. A região de Brumadinho, na Grande BH, registrou mais de 200 mm nesse período.
A frente fria ainda está avançando agora em direção ao Espírito Santo e ainda vai provocar mais chuva nos dois Estados. A Climatempo alerta para alagamentos, deslizamentos de terra, já que o solo está encharcado e a chuva não pára.Essas áreas também ficam em alerta para ventania. As rajadas de vento variam entre 60 e 80 km/h.


Em Minas Gerais...

Fortes chuvas que atingiram todo o Estado de Minas Gerais continuam causando muitos estragos e transtornos a população mineira. Na região Metropolitana de Belo Horizonte, em Ribeirão das Neves, quatro pessoas morreram depois de uma enorme cratera “engolir” o caminhão onde seguiam. Em Juiz de Fora, mãe e filho morreram soterrados. Alerta de tempestades e grande volume de chuva devem continuar, alertam meteorologistas.

O grande volume de chuva devem deixar atentos toda a população de Minas Gerais. Isso porque, segundo o Climatempo, diversas áreas do estado estão sujeitas à ação de uma frente fria que deve permanecer na Região Sudeste até quinta-feira (15).
Brumadinho, distante menos de 40 quilômetros da capital, registrou 214,1 milímetros de precipitação. O valor é quase 65% do esperado para todo o mês de dezembro que costuma apresentar média de 330 milímetros de chuva no período.
As principais áreas de alagamento em Belo Horizonte estão sendo monitoradas pela Defesa Civil e moradores dos Bairros Novo São Lucas e Califórnia foram orientados a sair de suas casas em razão do risco de desabamento. No comunicado emitido nesta manhã a Defesa Civil pede que os moradores de áreas de risco, susceptíveis a deslizamentos e escorregamento “fiquem atentos ao aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes em suas residências e terrenos”.



Balanço das chuvas em Minas Gerais.




O avanço da estação de chuvas em Minas Gerais fez dobrar em menos de 24 horas o número de mortos que vinha sendo contabilizado desde o início da estação no estado. Em apenas duas ocorrências, o registro de mais cinco vítimas elevou para 10 o total de óbitos relacionados a temporais, balanço que pode subir a qualquer momento, já que pelo menos mais uma criança continua sendo procurada pelos bombeiros.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os Jogos no Ensino de Geografia

Os Jogos no Ensino de Geografia

Atividade desenvolvida pela Bolsista do PIBID
Mábia Bárbara Floresta Batista

O presente projeto tem como finalidade a utilização de jogos como forma alternativa para o ensino de geografia. Os jogos pedagógicos são ao mesmo tempo lúdicos e validos numa variedade de contextos de aprendizagem e oferecem um contato simulado com a realidade. Este instrumento possibilita um ambiente descontraído e vivo, pois motiva os estudantes a concentrarem seus esforços para atingir metas.  Os jogos podem ser adaptados para aplicação de conceitos trabalhados, como reforço e avaliação de uma forma não tradicional, neste os alunos são sujeitos ativos no processo de ensino/aprendizagem. Eles também tornam as aulas mais dinâmicas contribuindo para motivação dos alunos.

“Os jogos e as atividades têm por objetivo a interação do aluno, precisam ir além do processo de avaliação, devendo ser  utilizados como desenvolvimento intelectual do mesmo. Sendo assim,  por meio da utilização dos jogos no processo de ensino, a atividade pode torna-se mais interessante, atraindo o aluno e provocando o individuo.” (SOUZA E YOKOO, 2013)
       


        
Os jogos tendem tornar o ensino de geografia mais eficiente e dinâmico por proporcionar técnicas que permitem desenvolver as habilidades dos alunos, entretanto o jogo deve ser baseado em pesquisas e investigações, sendo o papel do professor essencial no planejamento e seleção dos conteúdos a serem trabalhados, pois as atividades lúdicas (jogos) devem ser aplicadas com uma funcionalidade, não apenas para distrair os alunos. Outro aspecto importante é respeitar o tempo de aprendizagem de cada estudante, ou seja, o tempo que cada um leva para assimilar o conteúdo.
            Segundo Verri e Endlich (2009), ”Especialmente quanto ao ensino de Geografia, têm sido constantes os registros acerca das grandes dificuldades em o que ensinar e como ensinar a Geografia. Em meio a problematização que se encontra, uma das primeiras a ser assinalada consiste em lembrar como essa dificuldade ocorre pelo fato da Geografia surgir de uma concepção descritiva agravada no cotidiano escolar pelo descompasso que existe entre o avanço da Geografia como campo científico e a atualizante lenta, insuficiente dos livros didáticos”.
            A partir de então devemos buscar formas alternativas para o ensino, não somente de geografia, mas de todas as disciplinas escolares, aprendizagens que irão além do que os livros didáticos, o quadro e o giz proporcionam, somente assim poderemos ultrapassar as barreiras da sala de aula e aprender de forma mais prazerosa e dinâmica.
Objetivo geral:         
Desenvolver uma metodologia baseada no “jogo da velha” para o conhecimento geral dos aspectos a respeito do surgimento da industrialização na Europa e a industrialização tardia dos países da América Latina. Proporcionando aos alunos, de forma dinâmica e lúdica, a revisão de tais conteúdos.

       Objetivos específicos:
·         Constatar as dificuldades enfrentadas pelos professores e estudantes no processo de ensino/aprendizagem sobre o processo de industrialização;
      
·         Possibilitar que os estudantes obtenham conhecimento do processo de industrialização Europeu e também na América Latina;
         
·         Desmistificar a culpa da não contribuição dos conteúdos para o efetivo desenvolvimento do conhecimento;

·         Comprovar o problema da utilização de metodologias inadequadas na perspectiva tradicional do ensino desta ciência;
         
·         Valorizar o conhecimento básico e especifico ocorridos no Brasil e no mundo;
        
·         Refletir sobre metodologias desenvolvidas por professores em sala de aula a respeito da temática proposta neste trabalho;
     
·         Contribuir para o desenvolvimento de uma nova perspectiva metodológica que possa ser usada no ensino de Geografia;
·         Desenvolver uma melhor coordenação motora, ativar o raciocínio lógico e melhorar as habilidades na tomada de decisões.

    Desenvolvimento
            A atividade baseou-se em desenvolver a relação ensino/aprendizagem através do “jogo da velha” uma “brincadeira” bem antiga, mas muita interessante para auxiliar no ensino de geografia. O exercício lúdico foi desenvolvido na Escola Estadual Dr. Mariano da Rocha, localizada na cidade de Teixeiras-Mg, nas turmas de 6º e 8º ano do ensino fundamental. A sala foi divida em 6 grupos de 5 alunos aproximadamente, depois de montarem os grupos foi explicado o funcionamento do jogo, que se deu da seguinte forma:
Objetivo: proporcionar aos alunos de forma dinâmica e lúdica a revisão dos conteúdos sobre a industrialização na Europa e na America Latina.
Material utilizado: nove cartolinas, tesoura cola, régua e papel cartão.
Passo a passo: Medir as dimensões da cartolina 35 cm X 38 cm.
Em seguida dividir a cartolina em 9 partes iguais, e enumera-las de 1 a 9, aderindo um número a cada parte.
Fazer um molde do X e do O, que simbolizará cada jogador.
Formular 09 perguntas referentes ao tema da revisão da aula: Industrialização.

Regra: Inicialmente formaram-se as equipes, a equipe do X e a equipe do O.
A equipe que iniciou o jogo (decisão feita através de par ou impar) escolheu o quadrado que desejava marcar o seu símbolo e então o controlador do jogo (professor) fez a pergunta correspondente ao número do quadrado, a equipe que acertou marcou o símbolo, já a equipe que errou passou sua vez à outra equipe, sem obter pontuação. A equipe que primeiro marcou a sequência de três símbolos ganhou o jogo.

Considerações finais
Os jogos são instrumentos valiosos para o ensino, pois podem ser utilizados como ponto de partida para a construção do conhecimento, possibilitando o desenvolvimento de conceitos e juízos. Os mesmos podem ser retirados do cotidiano, de experiências acumuladas e de situações pensadas e construídas pelo próprio aluno. Dessa forma, o emprego de jogos na sala de aula possibilitará a criação de um clima prazeroso de estudo, tanto para o estudante quanto para o professor. A sua utilização na Geografia deve ser muita bem vista, pois ajuda no aprendizado de conteúdos pertinentes com esses exercícios de conhecimento. Além de possibilitar que os alunos se posicionem de maneira crítica, responsável e construtiva, no posicionamento para resolução de seus problemas cotidianos.



Referências bibliográficas

VERRI. Juliana Bertolino; ENDLICH. Ângela Maria. A utilização de Jogos aplicados a Geografia. Revista Percurso – NEMO, Maringá, v.1, n.1, p.65-83, 2009.


SOUZA, I. F ;YOKOO, S. C. Jogo lúdico no ensino de geografia. Publicado em 2009. Disponível em < http://www.fecilcam.br/nupem/anais_viii_epct/PDF/TRABALHOS-COMPLETO/Anais-CET/GEOGRAFIA/IFSouzatrabalhocompleto.pdf >. Acesso em 14 de novembro de 2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

PROBLEMATIZANDO A INSCRIÇÃO SOCIOCULTURAL DO PENSAMENTO “POLITICAMENTE CORRETO” EM TEMPOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS



O presente trabalho resulta de uma incômoda constatação; quando o tema tratado em cursos de Formação de Professores de Geografia e em Eventos Acadêmicos é a mudança climática, observa-se que a comunidade acadêmica tem abdicado do raciocínio dialético em favor da perspectiva do “politicamente correto”, que considera a única forma admissível de abordagem. Assim, assimila e reproduz verdades convenientes que a mídia repete à exaustão. Mas por que o ponto de vista “politicamente correto” diante do tema “mudança climática” é tão mais aceito do que em outras temáticas? Neste artigo, procura-se investigar alguns aspectos que ajudam a compreender esse comportamento. 



Na primeira seção, reconhece-se o secular interesse das pessoas pelo tempo e pelo clima e faz-se uma apreciação de como os processos e a evolução do tempo e do clima são percebidos. Na segunda, apresenta-se o paradigma clássico do Determinismo Climático. A terceira seção ressalta o banimento racional desse paradigma da ciência. Destaca também a cada vez maior separação das ciências sociais das ciências da natureza e a conseqüente falta de diálogo entre as áreas. Neste contexto considera-se, em especial, a trajetória da climatologia. Na quarta seção, apresentam-se alguns fatos que levaram a uma nova aproximação das ciências sociais com as ciências da natureza. Avaliam-se, também, os fatores que podem favorecer uma ressurgência de determinismos climáticos e apresentam-se algumas novas roupagens com que estes podem se apresentar. Defende-se, em última instância, a permanência do diálogo que diferencie os conceitos envolvidos na discussão para compreender-se o movimento contraditório da realidade de um mundo em mudança climática.  

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