sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prevenção as Chuvas de Verão : Guiricema, iniciativas.


Em minha última postagem disse que o municipio de Guiricema aguardava as chuvas para atuar apenas nas áreas de risco. Estava errada, após pesquisar e conversar com agentes da prefeitura do munícipio, descobri que são inúmeras as medidas de prevenção para as enchentes da cidade.
A defesa civil esta trabalhando junto à secretaria de obras e ao engenheiro civil, fazendo um mapeamento da cidade e de seus povoados ( Cruzeiro, Vilas Boas, Dom Silvério) caracterizando as áreas de risco e os pontos críticos. Esses pontos foram destacados no mapeamento e são eles: Morro do rosário, Alto da Colina, parte baixa da estrada que liga o centro ao Taquaruçu, direção ao Vilas Boas. No centro onde empresários fizeram as fundações de suas fábricas no leito maior do rio, ocupando uma área de inundação natural do rio dos Bagres. Os rejeitos dessas fábricas do centro e de uma loja de material agrícola, são jogados no rio sem nenhum tratamento. Mas não é só esses rejeitos que vão para o rio sem tratamento, a cidade ainda não tem Estação de Tratamento de Esgoto. Existe o projeto de construção, que ainda não foi começado.
O rio que passa pelo município é o Bagres que tem origem no Córrego Boa Vista e Córrego Preto (Vilas Boas) depois segue e se junta ao córrego Santo Antônio e Sta' Ana, seguindo o vale do rio dos bagres, em direção ao Cruzeiro. Este rio, esta debilitado, os rejeitos dos laticinios e o esgoto, não são tratados, os peixes que deram nome ao rio, quase não achados e a pesca, já não é atividade comum.
Após conversar com o Engenheiro Civil, o Agrônomo da Emater, e com alguns moradores da cidade tive uma visão geral de como esta o meio ambiente em Guiricema: Debilitado, porém com muitas iniciativas para uma recuperação de áreas degradadas. Segundo Ricardo de Paula (Eng. civil) o projeto da Estação de Tratamento de Esgoto deve ser iniciado no segundo semestre de 2011, e a reforma da usina de reciclagem e triagem de lixo no primeiro semestre de 2011, ampliando a área de coleta. Para Paulo ( morador da cidade) o projeto de dragagem do rio não seria eficaz e em vez de limpar muito, o negocio é sujar menos. A população avança sobre o leito do rio e jogam muito lixo nele.
O diálogo com Zé Luís ( Eng. agrônomo da Emater) foi muito diversificado e ele me apresentou vários projetos que a Emater trabalha na zona rural, junto aos produtores, para uma agropecuária menos intensiva, visto que os solos são rasos, susceptíveis a erosão; pastagens com uma super lotação de rebanho implica na compactação do solo. As áreas onde isso mais ocorre é a Serra dos Barbosos e a região do Serrote, que são áreas com um afloramento de rochas intenso.

Raiza Moniz Faria - Voluntária do Laboratorio de Bioclima e Estudante da graduação em Geografia pela UFV.

Nenhum comentário:

Postar um comentário